O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira (3) que o ataque do Irã contra um caça norte-americano não vai interromper as negociações diplomáticas entre os dois países, mesmo diante da escalada do conflito.
Em entrevista à emissora NBC News, Trump foi direto ao ser questionado sobre possíveis mudanças na postura dos EUA: “Não, de forma alguma. Isto é guerra. Estamos em guerra”, declarou.
Apesar do tom duro, o presidente evitou detalhar a operação de busca por um dos pilotos desaparecidos após o incidente. Ao jornal The Independent, afirmou que ainda não decidiu quais medidas serão tomadas caso o militar seja encontrado ferido.
O ataque foi anunciado pela Guarda Revolucionária do Irã, que afirmou ter atingido uma aeronave americana próxima ao Estreito de Ormuz, região estratégica para o transporte global de petróleo.
Segundo autoridades iranianas, moradores foram convocados a ajudar nas buscas pelos pilotos, com oferta de recompensa.
Após a queda, os Estados Unidos iniciaram uma operação emergencial de resgate — a primeira desde o início da guerra. De acordo com fontes militares americanas, um dos pilotos já foi localizado, enquanto o outro seguia desaparecido até a última atualização.
Informações do The New York Times indicam ainda que uma segunda aeronave americana caiu na região do Golfo Pérsico no mesmo dia, mas o único piloto foi resgatado com sucesso.
Histórico e capacidade militar
O Irã afirma ter atingido um caça modelo A-10 Thunderbolt II, embora também haja menções a aeronaves F-35 Lightning II, consideradas entre as mais avançadas do mundo.
Esta é a segunda vez que Teerã declara ter atingido um F-35 desde o início do conflito, há pouco mais de um mês. Em março, um jato do mesmo modelo foi danificado e forçado a fazer um pouso de emergência, segundo a CNN International.
O F-35 é produzido pela Lockheed Martin e integra a chamada quinta geração de caças, conhecida por tecnologias avançadas, como baixa detectabilidade por radares.
Petróleo e tensão no Golfo
Em meio à crise, Trump também fez declarações sobre o controle do fluxo de petróleo na região. Em publicação na rede Truth Social, sugeriu que os EUA poderiam “facilmente abrir o Estreito de Ormuz” e garantir acesso ao petróleo, sinalizando uma possível mudança de postura estratégica.
O estreito é uma das rotas marítimas mais importantes do mundo para o transporte de energia, e qualquer instabilidade na região tende a impactar os mercados globais.
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