Netanyahu afirma que Israel continuará atacando o Líbano

Primeiro-ministro israelense publicou declaração após bombardeios em Beirute e sul do território libanês na quarta-feira, matando centenas de pessoas

Por Redação TMC | Atualizado em
Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro de Israel
Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro de Israel. (Foto: REUTERS/Nathan Howard)

Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro de Israel, declarou nesta quinta-feira (9) que o país manterá operações militares contra o Hezbollah no Líbano. A declaração foi publicada um dia após as Forças Armadas israelenses realizarem bombardeios contra Beirute e localidades no sul do território libanês. A União Europeia condenou a continuidade da ofensiva israelense.

Netanyahu publicou a declaração em seu perfil no Facebook. As Forças Armadas de Israel conduziram ataques aéreos na quarta-feira (8) contra a capital libanesa e outras regiões do sul do país. Novos bombardeios foram executados durante a madrugada desta quinta-feira.

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O Exército israelense informou que Ali Yusuf Harshi foi morto durante o bombardeio a Beirute. Harshi era sobrinho e secretário pessoal de Naim Qassem, líder do Hezbollah. As operações da madrugada atingiram duas rotas utilizadas para transporte de armamentos pelo grupo extremista. Cerca de 10 depósitos de armas e centros de comando no sul do Líbano também foram alvos dos ataques.

Justificativa para a ofensiva

O primeiro-ministro israelense justificou a manutenção das operações militares como medida para garantir a segurança dos moradores do norte de Israel.

“Continuamos a atacar o Hezbollah com força, precisão e determinação. Nossa mensagem é clara: qualquer um que agir contra civis israelenses será atacado. Vamos atacar o Hezbollah onde for necessário, até que restabeleçamos completamente a segurança dos moradores do norte de Israel”, afirmou Netanyahu.

A ofensiva acontece durante o cessar-fogo estabelecido entre os Estados Unidos e o Irã. O Irã apoia o Hezbollah.

Kaja Kallas, chefe da diplomacia da União Europeia, condenou a decisão israelense de prosseguir com os ataques. A declaração foi publicada na rede social X nesta quinta-feira. Kallas afirmou que a trégua entre os Estados Unidos e o Irã deveria incluir o Líbano.

“As ações israelenses estão colocando o cessar-fogo entre os EUA e o Irã sob forte pressão. A trégua com o Irã deveria se estender ao Líbano. Os ataques israelenses mataram centenas de pessoas na noite passada, tornando difícil argumentar que tais ações brutais se enquadram em legítima defesa”, afirmou.

Netanyahu havia negado horas antes dos bombardeios de quarta-feira que o Líbano fizesse parte do acordo de cessar-fogo. O Paquistão, que mediou as negociações, havia relatado a inclusão do país. O presidente dos Estados Unidos afirmou que a questão nunca fez parte do acordo.

Detalhes sobre morte de membro do Hezbollah

As Forças de Defesa de Israel divulgaram comunicado nesta quinta-feira sobre a morte de Ali Yusuf Harshi.

“As FDI [Forças de Defesa de Israel] atacaram a área de Beirute e eliminaram Ali Yusuf Harshi, secretário pessoal e sobrinho do secretário-geral do Hezbollah, Naim Qassem. Harshi era um colaborador próximo e assessor pessoal de Qassem e desempenhava um papel central na gestão e na segurança de seu escritório”, afirmou o Exército em comunicado.

O Hezbollah não confirmou a morte de Harshi. As Forças de Defesa de Israel informaram no mesmo comunicado que realizaram novos bombardeios contra alvos do grupo extremista no Líbano durante a madrugada desta quinta-feira.

Netanyahu declarou anteriormente que a ofensiva contra o Irã ultrapassou a metade. O primeiro-ministro esclareceu que se refere a missões. Israel seguirá atacando o Hezbollah até que a segurança dos moradores do norte do país seja completamente restabelecida.

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