O Senado Federal substituiu três integrantes da CPI do Crime Organizado nesta terça-feira (14/04). As mudanças ocorreram pouco antes da votação do relatório do senador Alessandro Vieira (MDB-SE). O documento propõe indiciar os ministros do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Gilmar Mendes.
A alteração foi articulada pelo governo Lula (PT), ministros do STF e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) e substituiu nomes de oposição e adversários do STF por senadores governistas. Os novos integrantes tendem a blindar os ministros do Supremo contra o indiciamento proposto.
Sergio Moro (PL-PR) e Marcos do Val (Avante-ES) deixaram o colegiado. Teresa Leitão (PT-PE) e Beto Faro (PT-PA) assumiram as vagas. Soraya Thronicke (PSB-MS) passou de suplente a titular. Jorge Kajuru (PSB-GO) foi transferido para a suplência.
As substituições foram realizadas momentos antes da sessão de votação. A troca de liderança no bloco parlamentar que promoveu as alterações ocorreu recentemente. Efraim Filho (PB) deixou o União Brasil pelo PL. Eduardo Braga (AM), líder do MDB e vice-líder do bloco parlamentar, solicitou as trocas. Braga é próximo de Alcolumbre e governista. Fabiano Contarato (PT-ES) preside a CPI.
O bloco formado por MDB, PSDB, Podemos e União Brasil promoveu as trocas entre seus membros. O bloco indicou dois nomes do PT, partido que não compõe o grupo. A escolha dos nomes é uma deliberação livre do líder, que pode indicar senadores de outros partidos.
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