PM que matou mulher em SP é oficializada como soldado após mudança na lei

Policial segue afastada das ruas e sob investigação da Corregedoria e do DHPP

Por Redação TMC | Atualizado em
A PM Yasmin
(Reprodução/TV Globo)

A policial militar Yasmin Cursino Ferreira, de 21 anos, foi oficializada como soldado da Polícia Militar duas semanas após atirar e matar Thawanna da Silva Salmázio, de 31 anos, na Zona Leste de São Paulo. A mudança foi publicada no Diário Oficial desta sexta-feira (17/04).

Segundo a Secretaria da Segurança Pública, não houve promoção, mas sim uma equiparação salarial automática prevista na Lei nº 18.442/2026, que unificou as graduações de soldado de 1ª e 2ª classe. Com isso, policiais que estavam na fase inicial da carreira passaram a ser enquadrados como “Soldado PM”, com ajuste remuneratório. A corporação também afirmou que a policial permanece afastada das funções.

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Yasmin é investigada pela Corregedoria da Polícia Militar e pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) da Polícia Civil. Na ocasião do disparo, ocorrido em 03/04, ela estava em fase final de estágio supervisionado, com cerca de três meses de atuação nas ruas.

A morte de Thawanna aconteceu durante uma abordagem em Cidade Tiradentes. Segundo as investigações, a vítima caminhava com o marido quando houve um desentendimento com policiais após contato com uma viatura. Imagens de câmera corporal mostram o momento em que a policial desce do carro e, após discussão, efetua o disparo.

Após o tiro, o socorro demorou cerca de 30 minutos para chegar ao local, apesar de pedidos feitos logo após a ocorrência. Registros indicam que o acionamento do resgate ocorreu minutos depois da solicitação inicial, e a ambulância só chegou por volta das 3h30. Thawanna foi levada ao hospital, mas não resistiu, com causa da morte apontada como hemorragia interna aguda.

O caso também apura possível demora no atendimento e eventual omissão de socorro, além da conduta dos policiais durante a ação. Segundo especialistas em segurança pública, a ocorrência pode ter se configurado mais como um confronto do que uma abordagem padrão, com indícios de descumprimento de protocolos.

Leia mais: O que se sabe sobre a morte de Thawanna após disparo de policial em SP

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