A Polícia Federal estabeleceu que um eventual acordo de colaboração premiada com Daniel Vorcaro dependerá da apresentação de informações substancialmente novas. A corporação divulgou neste domingo (19/04) que o extenso material investigativo já reunido torna a delação dispensável, a menos que traga revelações inéditas sobre as fraudes e o esquema de corrupção atribuídos ao ex-banqueiro.
Os investigadores fundamentam a exigência no volume de provas coletadas até o momento. Segundo informações reveladas pelo colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo, a PF reuniu um acervo com centenas de elementos comprometedores envolvendo todos os lados do caso.
Uma fonte ligada às apurações afirmou que a colaboração pode não ser necessária para o avanço das investigações. O mesmo raciocínio se aplica tanto às fraudes quanto ao esquema de corrupção montado por Vorcaro.
O conjunto probatório permite à corporação prosseguir com as investigações de forma independente. A homologação de um acordo de delação premiada somente se justificaria mediante a apresentação de elementos que acrescentem dados inéditos ao inquérito.
Vorcaro é investigado pela Polícia Federal por fraudes e pela montagem de um esquema de corrupção durante sua atuação como banqueiro.




