A liberação de R$ 730 milhões do chamado Fundo Soberano para obras de asfaltamento de ruas e contenção de encostas foi bloqueada pelo governador em exercício do Rio de Janeiro, o desembargador Ricardo Couto. O fundo é uma espécie de poupança pública criada em 2022 e abastecida com royalties do petróleo e destinada para obras de infraestrutura, saúde e educação.
O repasse havia sido feito pelo ex-governador Claudio Castro no dia em que o político deixou o Palácio Guanabara. Os valores seriam usados em projetos como obras de drenagem, construção de pontes e contenção de encostas em 16 municípios do interior do Rio.
Em nota, o governador em exercício Ricardo Couto de Castro afirmou que não foi informado sobre o assunto à época e que, por ora, não haverá liberação de recursos do Fundo Soberano. Ainda de acordo com o comunicado, os projetos apresentados pelas áreas serão analisados pelas instâncias técnicas do novo governo.
Já o ex-governador Claudio Castro informou que nenhum governador integra o conselho, órgão deliberativo responsável pela administração do Fundo Soberano e que decisões são tomadas de forma colegiada, com base em critérios técnicos e legais. Castro disse ainda que a decisão de limitar a utilização do Fundo implica a suspensão de investimentos em andamento, especialmente em infraestrutura.
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