Em tom irônico, Lula defende dar Nobel da Paz a Trump para não haver mais guerras

Em Portugal, presidente brasileiro criticou Parlamento Europeu por contestar judicialmente acordo comercial entre Mercosul e União Europeia

Por Redação TMC | Atualizado em
Lula e o primeiro-ministro de Portugal, Luís Montenegro, em Lisboa. (Foto: Pedro Nunes/Reuters)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recorreu à ironia nesta terça-feira (21/04) para voltar a criticar as guerras no mundo ao defender que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, receba o Prêmio Nobel da Paz como forma de colocar fim aos conflitos ao redor do mundo.

“Eu não sei se brincadeira ou não, o presidente Trump diz que já acabou com oito guerras e que ainda não ganhou o Prêmio Nobel da Paz. Então é importante que a gente dê logo um Prêmio Nobel para o presidente Trump para não ter mais guerra. Aí o mundo vai viver em paz tranquilamente”, disse Lula em Lisboa, durante declaração à imprensa ao lado do primeiro-ministro de Portugal, Luís Montenegro.

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No ano passado, após o comitê do Nobel decidir conceder o Prêmio da Paz à líder da oposição venezuelana Maria Corina Machado, Trump enviou uma mensagem ao primeiro-ministro da Noruega, Jonas Gahr Stoere, na qual afirmou que, como não recebeu o Nobel da Paz, não se via mais obrigado a pensar somente na paz.

“Caro Jonas: Considerando que seu país decidiu não me conceder o Prêmio Nobel da Paz por ter impedido mais de oito guerras, não me sinto mais obrigado a pensar apenas na paz, embora ela sempre seja predominante, mas agora posso pensar no que é bom e apropriado para os Estados Unidos da América”, afirmou a mensagem, divulgada pelo governo da Noruega.

Em sua fala em Lisboa, Lula também criticou o Parlamento Europeu por contestar judicialmente o acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, argumentando que os setores agrícolas dos dois blocos são complementares e não concorrentes.

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“Esse acordo começa a funcionar no dia 1º de maio, de forma provisória, porque o Parlamento Europeu entrou com um recurso na Justiça da União Europeia para tentar evitar, o que eu acho um erro, um equívoco muito grande do Parlamento Europeu”, disse Lula.

Por Reuters

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