A Casa Branca divulgou nesta segunda-feira (27/04) um posicionamento oficial sobre o incidente armado registrado no sábado (25/04) durante o jantar anual da Associação de Correspondentes da Casa Branca, em Washington. Cole Allen tentou invadir a área onde estavam reunidos jornalistas e autoridades. O presidente Donald Trump participava do evento quando o episódio ocorreu.
A secretária de imprensa Karoline Leavitt responsabilizou o que chamou de “culto de ódio da esquerda” pelo episódio. Durante coletiva de imprensa, Leavitt apresentou a versão do governo sobre o ocorrido. “O culto de ódio da esquerda contra o presidente e todos aqueles que o apoiam e trabalham para ele resultou em várias pessoas feridas e mortas, e neste fim de semana quase aconteceu novamente”, declarou a porta-voz.
A secretária classificou o episódio como a terceira grande tentativa de assassinato contra Donald Trump desde que assumiu a presidência. O incidente aconteceu no salão de baile de um hotel da capital americana. Estavam reunidos o presidente, a primeira-dama Melania Trump, o vice-presidente JD Vance e outras autoridades para o jantar tradicional que reúne correspondentes credenciados na Casa Branca.
Agentes do Serviço Secreto dos Estados Unidos interceptaram o suspeito armado antes que ele conseguisse acessar o local onde ocorria a cerimônia. A chefe de gabinete da Casa Branca, Susie Wiles, convocará uma reunião de emergência com representantes do Departamento de Segurança Interna, do Serviço Secreto dos EUA e da equipe de operações da Casa Branca, conforme confirmou Leavitt.
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O objetivo do encontro será “garantir a segurança e a proteção do presidente” após o episódio que expôs vulnerabilidades no esquema de proteção presidencial. Leavitt direcionou críticas ao que definiu como retórica política dura. A secretária apontou esse discurso como responsável por criar um ambiente propício a ataques contra o presidente.
O discurso político atual promove um clima de hostilidade que pode motivar ações violentas contra autoridades governamentais, segundo Leavitt. “Não deveríamos viver em um país onde o medo constante da violência política permeia”, afirmou Leavitt ao encerrar sua declaração sobre o caso.
A manifestação da Casa Branca ocorre dois dias após o incidente que mobilizou o aparato de segurança presidencial. O jantar é um dos eventos mais tradicionais do calendário político de Washington. O evento tradicionalmente reúne jornalistas, autoridades e figuras públicas.




