Marcinho VP, Oruam e mãe são denunciados por lavagem de dinheiro pelo MPRJ 

MPRJ aponta que grupo usava carreira musical de Oruam para camuflar origem ilícita de recursos do Comando Vermelho em comunidades do Rio

Por Redação TMC | Atualizado em
(Foto: Instagram\Oruam)

O traficante Márcio Santos Nepumuceno, o Marcinho VP, foi denunciado à Justiça pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) por crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro. A denúncia inclui outras 11 pessoas, entre elas a esposa de Marcinho VP, Marcia Gama Nepomuceno, e o filho do casal, o cantor Mauro Nepomuceno, conhecido como Oruam. A 3ª Promotoria de Investigação Penal Especializada protocolou a ação penal.

A Polícia Civil realizou uma operação na quarta-feira (29/04) para cumprir mandados de prisão e busca e apreensão contra os denunciados. Oruam está foragido da Justiça desde fevereiro.

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Atuação da organização criminosa

As investigações apontam que o grupo realizava o “branqueamento” de dinheiro proveniente do tráfico de drogas em comunidades cariocas. Marcinho VP mantém influência hierárquica relevante no Comando Vermelho, coordenando recursos financeiros e estratégias para expandir a facção criminosa. Ele está preso há mais de 20 anos no presídio federal de segurança máxima em Campo Grande (MS).

A denúncia do MPRJ estruturou a organização criminosa em quatro núcleos de atuação.

O núcleo de liderança encarcerada tem Marcinho VP como integrante. Ele exerce controle direto sobre a movimentação de recursos e decisões estratégicas, mesmo estando encarcerado.

O núcleo familiar é composto por Marcia, Oruam e Lucas Nepomuceno. Eles intermediam a execução das ordens e a gestão de ativos.

O núcleo de suporte operacional inclui Carlos Alexandre Martins da Silva, Luiz Paulo Silva de Souza, o Magrão, e Jeferson Lima Assis. O grupo presta suporte à lavagem de dinheiro e atua como “testa de ferro” para a dissimulação patrimonial, camuflando o crescimento patrimonial da organização.

O núcleo de liderança operacional é formado por Edgar Alves de Andrade, o Doca; Wilton Carlos Rabello Quintanilha, o Abelha; Luciano Martiniano, o Pezão; Eduardo Fernandes de Oliveira, o 2D; e Ederson José Gonçalves Leite, o Sam. Eles atuam nas comunidades na execução das práticas criminosas, incluindo o tráfico de drogas. Os integrantes recebem valores dessas atividades e repassam parte deles ao núcleo familiar.

Gestão financeira e ocultação de patrimônio

Marcia Nepomuceno exercia a função de gestora financeira do grupo, sendo descrita pelo Ministério Público como a responsável pela administração dos recursos da organização. Ela recebia regularmente quantias em espécie de traficantes vinculados ao Comando Vermelho. Entre os fornecedores desses valores estavam Doca, Abelha e Pezão.

Marcia Nepomuceno adquiriu e administrou estabelecimentos comerciais, imóveis e fazendas para ocultar o patrimônio acumulado.

Oruam era beneficiário direto dos recursos ilícitos. Ele recebia dinheiro proveniente das atividades criminosas e utilizava sua carreira musical para dissimular a origem dos valores obtidos pela organização, camuflando o dinheiro ilícito por meio de sua atuação no meio artístico.

O cantor recebeu dinheiro de traficantes como Doca e Pezão. Ele destinou os recursos a despesas pessoais, viagens, festas e investimentos.

O advogado Fernando Henrique Cardoso Neves, responsável pela defesa de Oruam, declarou que ainda não teve acesso ao novo pedido de prisão do cantor.

O advogado Flávio Fernandes, que representa Márcia Gama, informou que não teve acesso aos autos do processo.

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