A Polícia Federal deflagrou uma nova etapa da Operação Compliance Zero nesta quinta-feira (07/05). A investigação apura fraudes financeiras ligadas ao Banco Master. O senador Ciro Nogueira (PI), presidente do Partido Progressistas, está entre os investigados.
Em entrevista ao programa TMC 360, apresentado por Joana Treptow e Felipe Bueno, o senador Oriovisto Guimarães (PSDB-PR) falou sobre a operação e cobrou que as apurações não fiquem restritas apenas aos parlamentares.
“Olha, vejo com preocupação e espero que essa investigação vá até o fim, não só no que diz respeito ao poder legislativo, mas também com relação ao poder judiciário”, destacou Guimarães.
O parlamentar paranaense afirmou que “não dá mais para ter dúvidas que tem implicação com o mundo jurídico” em relação ao caso.
Para o senador, as revelações trazidas pela Polícia Federal exigem cautela, ressaltando a importância do devido processo legal. “Eu não vou prejulgar ninguém, nem o senador Ciro Nogueira, nem os ministros do Supremo”, pontuou.
Ele explicou que todos têm o direito de apresentar provas e argumentos com seus advogados. “E a hora que tiver prova de que as pessoas são culpadas, devem sofrer as punições simples assim“, completou o senador.
Apesar do apoio ao trabalho da Polícia Federal, Guimarães demonstrou ceticismo quanto ao desfecho da investigação, fazendo paralelos com a Operação Lava Jato.
“Quando você mexe com muitas pessoas poderosas, quando envolve políticos poderosos, ministros do Supremo essas investigações historicamente tem grande dificuldade de chegar até o fim, não é?”, questionou, lamentando que, muitas vezes, os processos “param no meio do caminho, sofrem desvios e acabam não se elucidando”.




