PCC: Polícia Civil e MP realizam operação contra lavagem de R$ 10 mi em SP

Ação mira Eduardo Magrini, o “Diabo Loiro”, suspeito de lavar recursos do tráfico internacional de drogas

Por Redação TMC | Atualizado em
(Foto: dutrotecampinas via Instagram)

A Polícia Civil e o Ministério Público de São Paulo cumprem 11 mandados de busca e apreensão contra lavagem de dinheiro do Primeiro Comando da Capital (PCC). A ação acontece nesta sexta-feira (08/05) em oito municípios paulistas. O principal investigado é Eduardo Magrini, conhecido como “Diabo Loiro”.

A “Operação Caronte” mira recursos do tráfico internacional de drogas. Os mandados são executados em Campinas, Atibaia, Monte Mor, Sumaré, Limeira, Mogi das Cruzes, Osasco e Taquaritinga. O Setor Especializado de Combate aos Crimes de Corrupção, Crime Organizado e Lavagem de Dinheiro (SECCOLD) da 1ª DIG – DEIC Campinas conduz a operação em conjunto com o Gaeco de Campinas.

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Esquema de lavagem

A investigação identificou que empresas do ramo de transporte e rodeios movimentaram recursos de origem criminosa. Os negócios utilizavam sócios “laranjas” para ocultar a origem ilícita do dinheiro. Os investigadores descobriram vínculos de “Diabo Loiro” com essas empresas. Magrini ostentava patrimônio milionário nas redes sociais.

A lavagem de dinheiro por Eduardo Magrini ocorre desde 2016. O Lab-LD (Laboratório de Lavagem de Dinheiro) analisou dados fiscais e bancários dos investigados. O COAF (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) forneceu informações que revelaram movimentação incompatível com as rendas declaradas pelos alvos.

Magrini foi preso em outubro de 2025. A prisão ocorreu durante investigação do Gaeco Campinas sobre um plano do PCC para assassinar o promotor de Justiça Amauri Silveira Filho. Ele é ex-padrasto do MC Ryan, preso na Operação Narco Fluxo.

Núcleo familiar investigado

Mateus Magrini, filho de Eduardo, também é alvo das buscas. Ele é suspeito de movimentar recursos ilícitos por meio de uma empresa do ramo musical. Mateus foi alvo da Operação Narco Fluxo, da Polícia Federal, juntamente de MC Ryan.

As relações familiares reforçam a tese de que o núcleo familiar de Eduardo Magrini atua na lavagem de dinheiro. Os investigadores identificaram padrões de movimentação financeira suspeita entre os membros da família.

Bloqueio de bens

A Justiça decretou o bloqueio de R$ 10 milhões das contas dos investigados. Veículos e outros bens em nome dos suspeitos também foram bloqueados. Magrini acumula condenações por tráfico de drogas e uso de documentos falsos desde 1998. Ele está envolvido na prática de crimes há cerca de 30 anos.

Antes da prisão, Magrini se apresentava como “influencer digital” nas redes sociais. Ele compartilhava com 105 mil seguidores fotos com carros de luxo, em viagens e rodeios.

A “Operação Caronte” foi nomeada em referência ao barqueiro da mitologia grega responsável por transportar as almas dos mortos pelos rios para o submundo de Hades.

Leia Mais: Polícia faz operação contra infiltração do PCC em prefeituras e eleições municipais

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