Ciro Nogueira diz que “nunca recebeu nenhum valor ilícito” e questiona operação da PF

Senador afirma ser alvo de perseguição política e cita arquivamento de investigação anterior

Por | Atualizado em:
Senador Ciro Nogueira fala ao microfone durante sessão no Senado
(Foto: Carlos Moura/Agência Senado)

O senador Ciro Nogueira (PP-PI) publicou, nesta terça-feira (12/05) um vídeo nas redes sociais em que nega ter cometido irregularidades e questiona a atuação da Polícia Federal na Operação Compliance Zero.

No último dia 07/05, ele foi alvo da quinta fase desta operação que investiga irregularidades ligadas ao Banco Master. Conversas interceptadas pela PF mostram transferências mensais da ordem de R$ 300 mil, que poderia ter subido para R$ 500 mil, e pagamento de despesas pessoais do parlamentar por Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master.

Siga o canal da TMC no WhatsApp e receba as últimas notícias

Na declaração publicada nas redes sociais, Ciro Nogueira afirma ser alvo de perseguição política e diz que as acusações contra ele são “falsas” e sem provas.

Nogueira relembrou uma investigação ocorrida em 2018, quando foi alvo de uma operação policial às vésperas das eleições. Segundo ele, à época, as acusações incluíam recebimento de dinheiro ilícito e atuação indevida no Congresso, mas o caso acabou arquivado. O senador destacou que a Procuradoria-Geral da República não encontrou elementos suficientes para sustentar denúncia.

No vídeo, o parlamentar também afirma que nunca recebeu valores ilícitos e defende a legalidade das movimentações financeiras relacionadas a empresas da família. Ele argumenta que os valores citados nas investigações representam uma parcela pequena do faturamento dos negócios e que todas as transações estariam devidamente registradas.

Leia mais: Escritório de Kakay rompe com Ciro Nogueira, investigado por mesadas pagas por Vorcaro

O senador ainda pediu que as apurações sejam conduzidas “com isenção” e criticou o que considera uma seletividade nas investigações. “Por que começar esta operação por um líder da oposição?”, questionou.

Durante a declaração, Nogueira também abordou a chamada “emenda master”, relacionada ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC). Ele defendeu a atualização do valor coberto pelo fundo, afirmando que o montante estaria defasado há mais de uma década. Segundo o senador, a correção deveria acompanhar a taxa básica de juros, o que elevaria a cobertura para mais de R$ 800 mil.

O parlamentar criticou ainda a atuação do Banco Central do Brasil na fiscalização do sistema financeiro e atribuiu ao governo federal a responsabilidade pela indicação de seus diretores.

Ao final do vídeo, Nogueira reforçou que continuará atuando politicamente no estado do Piauí e afirmou que não será intimidado pelas investigações. Ele também associou o momento das apurações ao calendário eleitoral e disse confiar que as acusações serão desmentidas com o tempo.

A operação citada pelo senador faz parte de uma investigação em andamento conduzida pela Polícia Federal, que apura suspeitas envolvendo o chamado “caso Master”. Até o momento, as autoridades não divulgaram conclusões definitivas sobre o caso.

Leia mais: “Segura a onda”: Lula freia reação da base após caso Ciro Nogueira

Ao vivo
São Paulo
Ouça a TMC pelo Brasil
  • 100,1FM São Paulo
  • 101,3FM Rio de Janeiro
  • 100,3FM Curitiba
  • 88,7FM Belo Horizonte
  • 92,7FM Recife
  • 100,1FM Brasília
Notícias que importam para você
Copyright © 2026 CNPJ: 44.060.192/0001-05