Três em cada quatro brasileiros não conseguem citar o nome de um senador em exercício. Entre os deputados federais, o índice é semelhante: 68% da população não recorda nenhum representante na Câmara dos Deputados. Os dados são de pesquisa do Datafolha realizada nos dias 17 e 18 de junho, com 2.004 pessoas de 16 anos ou mais em 139 cidades e divulgada na noite deste domingo (28/06).
O levantamento expõe uma assimetria marcante entre o conhecimento sobre o Legislativo e o Executivo. Enquanto 85% dos eleitores se lembram de quem votaram para presidente em 2022, 67% não recordam o voto para deputado federal naquele mesmo pleito. O índice de esquecimento para senador e para deputado estadual foi de 66% em cada caso.
Nikolas Ferreira (PL-MG) foi o deputado federal mais lembrado, com 6% das respostas espontâneas. Erika Hilton (PSOL-SP) apareceu em seguida, com 4%. No total, apenas 6 dos 513 deputados federais foram citados pelos entrevistados.
No Senado, Flávio Bolsonaro (PL-RJ) liderou as menções, com 3%. Ao todo, 15 dos 81 senadores foram recordados. Entre os demais citados estão Cleitinho (Republicanos-MG), Sergio Moro (PL-PR) e Renan Calheiros (MDB-AL).
Na prática, esses números mostram que a grande maioria dos parlamentares atua sem que o eleitor médio saiba identificá-los, o que tem consequências diretas para a cobrança de mandatos e para o debate sobre representação política.
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Mulheres esquecem mais o voto legislativo
O Datafolha identificou diferenças por gênero. Entre as mulheres, 75% não se lembram do voto para senador em 2022; entre os homens, o índice cai para 56%. Para governador, o esquecimento feminino chegou a 46%, contra 28% entre os homens.
A preferência partidária também influencia a memória. Eleitores com simpatia pelo PT registraram 70% de esquecimento do voto para senador; entre os do PL, o índice foi de 56%. Para governador, 76% dos simpatizantes do PL se recordam do voto, ante 52% entre os do PT.
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