O presidente francês Emmanuel Macron declarou nesta terça-feira (13/05) que o surto de hantavírus andino na França está sob controle. A afirmação foi feita durante visita oficial ao Quênia. “Tomamos as decisões certas graças aos nossos profissionais de saúde”, disse Macron.
O país registra 11 casos confirmados da doença até o momento. As autoridades sanitárias francesas identificaram 22 pessoas que tiveram contato direto com os infectados. Todos foram contatados e testados para a doença.
A ministra da Saúde francesa, Stéphane Rist, garantiu que não há “circulação difusa” do vírus em território nacional. De acordo com ela, todos os pacientes diagnosticados são passageiros de embarcações turísticas. “Nesta fase, os casos positivos identificados são exclusivamente de passageiros de cruzeiros”, afirmou Rist.
Vírus letal sem vacina disponível
O hantavírus andino é transmissível entre humanos e não possui vacina nem tratamento específico. A taxa de letalidade varia entre 35% e 40%, segundo dados oficiais.
O período de incubação da doença vai de 9 a 40 dias. O virologista Olivier Schwartz alertou que “a expressão da doença pode ser muito rápida”, apesar do longo tempo de incubação.
Um dos aspectos mais preocupantes é que a transmissão pode acontecer até 48 horas antes do surgimento dos primeiros sintomas, conforme informou a diretora-geral da Santé Publique France, Caroline Semaille.
Protocolo de contenção em vigor
O primeiro caso foi confirmado em 4 de maio, após alerta emitido pelos Países Baixos no dia 2 de maio. Desde então, a França estabeleceu um protocolo de contenção em parceria com Madri, baseado em recomendações de especialistas.
O epidemiologista Antoine Flahault classificou a situação como “bastante excepcional, sem precedentes”, justificando as “decisões muito firmes” das autoridades sanitárias.
Macron defendeu “coordenação forte” no nível da União Europeia e da Organização Mundial da Saúde para enfrentar o surto.




