O Departamento de Estado dos EUA anunciou o fim da exigência de caução para fãs de futebol de cinco nações africanas que compraram ingressos oficiais da Copa do Mundo de 2026. A garantia financeira, que podia chegar a US$ 15 mil, era cobrada de cidadãos com histórico de permanência irregular no país.
A dispensa vale para torcedores da Argélia, Cabo Verde, Costa do Marfim, Senegal e Tunísia — todos com seleções classificadas para o torneio que começa em 11 de junho. Jogadores, comissões técnicas e delegações oficiais já estavam isentos da cobrança desde o início.
Restrições mantidas para Irã e Haiti
Apesar de terem equipes no Mundial, cidadãos do Irã e Haiti seguem impedidos de viajar aos Estados Unidos. A administração Trump mantém veto total à entrada de iranianos e haitianos, mesmo com a flexibilização para outros países.
Torcedores da Costa do Marfim e Senegal continuam sujeitos a limitações parciais de entrada, embora liberados da caução. O governo americano não detalhou quais restrições permanecem ativas para essas duas nações.
Setor de turismo pressiona por mudanças
A American Hotel and Lodging Association vinha pressionando pela revisão das barreiras de visto. Segundo a entidade, as exigências contribuíram para a queda nas reservas hoteleiras em território americano.
Enquanto o turismo internacional cresceu 80 milhões de viajantes em 2025, os EUA registraram redução de 5,5% no número de visitantes estrangeiros, conforme dados divulgados pela revista Fortune. O setor hoteleiro atribui parte dessa retração às dificuldades no processo de obtenção de vistos.
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Sistema FIFA acelera agendamento
A FIFA implementou em novembro um mecanismo de passe digital que permite agendamento prioritário de entrevistas consulares para portadores de ingressos oficiais. O sistema busca agilizar a emissão de vistos para quem já garantiu lugar nas arquibancadas.
No mês anterior ao anúncio da dispensa, cerca de 250 torcedores ainda enfrentavam a exigência da caução. O Departamento de Estado havia estendido a cobrança para aproximadamente 50 países no ano passado, alegando preocupação com permanência irregular.
Em comunicado divulgado esta semana, a FIFA agradeceu à Casa Branca pela mudança na política de vistos. A organização destacou “a colaboração contínua com o governo dos EUA e com a força-tarefa da Casa Branca para o Mundial da FIFA, com vista a proporcionar um evento global bem-sucedido, recordista e inesquecível”.
A flexibilização representa alívio financeiro significativo para torcedores africanos que planejavam acompanhar suas seleções no torneio. A Copa de 2026 será realizada em três países — Estados Unidos, México e Canadá — e marca a primeira edição com 48 seleções participantes.




