O Democracia Cristã (DC) enfrenta uma crise interna após o presidente da legenda, João Caldas, anunciar a intenção de lançar o recém-filiado e ex-ministro do STF Joaquim Barbosa como candidato à presidência da República. A cúpula do partido justificou a mudança argumentando que a pré-candidatura anterior de Aldo Rebelo não apresentou crescimento nas pesquisas de intenção de voto.
Para o comando da sigla, o perfil de Barbosa é o ideal para o atual momento político do país, projetando o ex-magistrado como um nome capaz de solucionar o que classificam como um cenário de crise institucional entre os poderes.
A reação de Aldo Rebelo foi imediata e o ex-ministro publicou uma nota oficial garantindo que sua postulação ao Palácio do Planalto segue mantida conforme os compromissos firmados. Rebelo subiu o tom contra a articulação da cúpula partidária, classificando o anúncio do nome de Joaquim Barbosa como um “balão de ensaio” e uma quebra de transparência nas decisões internas.
O político defendeu que sua trajetória pública e sua experiência no Congresso Nacional sustentam um projeto coletivo de desenvolvimento que não deve ser descartado para atender a interesses de grupos específicos.
Joaquim Barbosa, que ganhou notoriedade nacional durante sua passagem pelo Supremo Tribunal Federal entre 2003 e 2014, volta a ter seu nome associado à corrida sucessória após declinar de um convite em 2018.
A filiação do ex-ministro ao DC mexe com o tabuleiro político de 2026, que já conta com a pré-candidatura à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e nomes da direita como Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo). A confirmação de sua entrada na disputa, contudo, dependerá de como o partido resolverá o impasse jurídico e político com a ala que apoia o projeto de Rebelo.
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