A gigante alemã do transporte marítimo Hapag-Lloyd anunciou neste domingo (17/05) a suspensão total de suas operações com destino ou origem em Cuba, cedendo à pressão econômica de Washington. O grupo logístico explicou que a medida foi tomada para evitar os riscos de não conformidade jurídica perante a nova ordem executiva assinada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Com esse movimento, a companhia da Alemanha segue os passos da concorrente francesa CMA CGM, ampliando o isolamento comercial da ilha e estrangulando o fluxo de mercadorias na região.
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A decisão corporativa decorre do decreto assinado por Donald Trump, que expandiu severamente as sanções econômicas contra o governo cubano com o objetivo de minar o regime de Havana. A ofensiva da Casa Branca mira indivíduos, empresas e afiliados que oferecem suporte ao aparato de segurança estatal ou que estejam envolvidos em denúncias de corrupção e violações de direitos humanos.
O endurecimento do embargo norte-americano ocorre em um momento de asfixia econômica local, com o país enfrentando apagões constantes provocados pelo bloqueio logístico de combustíveis.
A pressão dos Estados Unidos sobre Cuba foi intensificada após relatórios de inteligência revelarem que o governo comunista adquiriu mais de 300 drones militares da Rússia e do Irã. Informações confidenciais divulgadas pelo site Axios indicam que autoridades cubanas discutiram planos para utilizar o armamento tecnológico em potenciais ataques contra a base americana de Guantánamo, embarcações navais dos EUA e até mesmo contra o território da Flórida.
Fontes de alto escalão da administração de Washington classificam a movimentação como uma “ameaça crescente” devido à presença de assessores militares iranianos em solo cubano.
Diante do agravamento da crise institucional e das ameaças de intervenção por parte de Trump, o presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, afirmou que o país está preparado para responder a investidas estrangeiras.
A defesa civil da ilha chegou a distribuir guias de proteção à população em caso de agressão militar, enquanto a CIA adverte que Havana não receberá permissão para atuar como plataforma de adversários estratégicos no hemisfério ocidental. Nesse cenário de hostilidade, grandes corporações globais aceleram a retirada de suas operações logísticas para evitar pesadas multas do tesouro americano.
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