A atividade econômica do país registrou expansão de 1,3% no primeiro trimestre de 2026, com ajuste sazonal — técnica que permite comparar períodos diferentes. O dado foi divulgado pelo Banco Central nesta segunda-feira (18/05) e representa o segundo avanço consecutivo do IBC-BR (Índice de Atividade Econômica do Banco Central), considerado a prévia do PIB.
O resultado marca a maior alta desde o terceiro trimestre de 2024, quando o indicador avançou 1,42%. A aceleração supera os 0,37% registrados no quarto trimestre de 2025 e confirma a recuperação após a retração de 0,82% no terceiro trimestre do ano passado.
O avanço foi liderado pela indústria, que cresceu 1,3% no período. A agropecuária e o setor de serviços também contribuíram, cada um com expansão de 1%, segundo o BC.
Essa combinação de setores em ritmo positivo reforça a amplitude da recuperação econômica. A indústria, historicamente mais volátil, voltou a ganhar tração após meses de desempenho irregular.
Apesar do resultado trimestral robusto, março registrou queda de 0,7% na comparação com fevereiro, quando o IBC-BR havia subido 0,87%. A oscilação mensal é comum no indicador e não compromete a tendência de recuperação observada no trimestre completo.
Na comparação anual, a atividade econômica de março de 2026 ficou 2,3% acima do mesmo mês de 2025, conforme dados do Banco Central.
Expansão acumulada ainda moderada
No acumulado de 12 meses até março, o IBC-BR avançou 0,7%. Já a comparação entre o primeiro trimestre de 2026 e o primeiro trimestre de 2025 mostra alta de 0,3%, sinalizando recuperação gradual.
O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgará o resultado oficial do PIB do primeiro trimestre em 29 de maio. A metodologia do instituto difere da utilizada pelo BC, mas ambos os indicadores costumam apontar direções semelhantes.
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Medidas do governo impulsionam consumo
A ata do Copom (Comitê de Política Monetária), divulgada nesta semana, informou que o hiato do produto — diferença entre a capacidade produtiva e a demanda efetiva — está positivo. Isso significa que a economia opera acima do seu potencial sustentável.
O governo federal zerou a tributação do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil mensais. Além disso, liberou saques do FGTS e ampliou linhas de crédito com juros mais baixos. Essas medidas estimulam o consumo das famílias, mas também pressionam a inflação.




