O bilionário Joesley Batista, controlador do grupo JBS, investiu na Avibrás, fabricante brasileira de sistemas aeroespaciais e armamentos. A operação acontece após a empresa encerrar um processo de recuperação judicial iniciado em 2022.
A companhia retomou as atividades no mês passado, depois de uma paralisação que durou 1.281 dias.
O movimento ocorre em meio ao avanço da indústria de defesa no país. Segundo o Instituto Internacional de Pesquisa para a Paz de Estocolmo (SIPRI), o Brasil destinou US$ 23,9 bilhões a gastos militares em 2025 — alta de 13%, índice cinco vezes superior à média mundial, de 2,9%.
No mesmo período, o país movimentou US$ 3,1 bilhões em produtos e serviços de defesa, um salto de 114% em relação aos US$ 1,45 bilhão registrados em 2024.
A Base Industrial de Defesa (BID) brasileira já atende 140 países e reúne 80 empresas exportadoras ativas. O setor representa 3,5% do PIB nacional e gera cerca de 3 milhões de empregos.
Estratégia nacional impulsiona crescimento
O avanço da indústria ganhou força a partir de 2008, quando o governo federal definiu diretrizes para estruturar programas estratégicos na área.
Na última semana, a Embraer fechou o maior contrato internacional do cargueiro C-390 Millennium, em acordo com os Emirados Árabes Unidos avaliado em US$ 1,78 bilhão.
Entre os principais fabricantes nacionais estão a Companhia Brasileira de Cartuchos (CBC), a estatal IMBEL — criada durante o regime militar — e a própria Avibrás, fundada em 1961 e especializada em sistemas de lançamento múltiplo de foguetes. O avanço marca o 11º ano consecutivo de aumento nos investimentos militares do Brasil.




