Tarifa dos EUA pode deixar produtos mais caros no Brasil; entenda como isso pode afetar o seu bolso

Taxa de 25% sobre produtos brasileiros pode reduzir exportações, pressionar o dólar, aumentar os preços e manter os juros altos.

Por , Brasília
(Foto: Ricardo Stuckert/PR)

Os Estados Unidos estudam cobrar uma taxa extra de 25% sobre produtos importados do Brasil. O assunto está sendo discutido em audiências públicas realizadas em Washington e pode trazer impactos para a economia brasileira. Caso a medida seja aprovada, especialistas avaliam que ela pode afetar empresas, empregos e até o preço de produtos no dia a dia dos brasileiros.

Brasil pode vender menos para os Estados Unidos

Os Estados Unidos são um dos principais compradores de produtos brasileiros, como aço, ferro, aviões, café e celulose. Com a cobrança da nova taxa, esses produtos ficariam mais caros para os compradores americanos.

Na prática, isso pode fazer com que empresas dos Estados Unidos passem a comprar de outros países, reduzindo as exportações brasileiras. Com menos vendas para o exterior, empresas podem faturar menos e diminuir investimentos.

Dólar pode ficar mais caro

Se o Brasil exportar menos, também entrará menos dólar no país. Com a moeda americana mais escassa, a tendência é que ela fique mais cara em relação ao real.

Quando o dólar sobe, vários produtos e matérias-primas importados também ficam mais caros, aumentando os custos para empresas e consumidores.

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Preços podem subir

O aumento do dólar pode refletir diretamente no bolso da população. Muitos setores dependem de produtos importados para produzir alimentos, eletrônicos, medicamentos e outros itens do dia a dia.

Com custos maiores, parte desse aumento costuma ser repassada ao consumidor, o que pode provocar alta nos preços e pressionar a inflação

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Juros podem continuar altos

Se a inflação subir, o Banco Central pode manter a taxa básica de juros (Selic) em níveis elevados por mais tempo para tentar controlar os preços.

Na prática, isso significa crédito mais caro, financiamentos com parcelas maiores e mais dificuldade para quem deseja comprar uma casa, um carro ou fazer empréstimos. As empresas também passam a pagar mais para conseguir recursos e investir.

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