O senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) confirmou que não será candidato a governador de Minas Gerais nas eleições de outubro, de acordo com o presidente nacional do PT, Edinho Silva, durante evento da Warren Investimentos, nesta terça-feira (19/05). A desistência já havia sido adiantada pela TMC no começo deste mês.
O Partido dos Trabalhadores agora retoma conversas com lideranças locais para definir um novo nome no segundo maior colégio eleitoral do país.
Segundo Edinho Silva, o PT trabalhava com a candidatura de Pacheco como principal aposta para construir um palanque forte para o presidente Lula em Minas Gerais. Com a recusa do senador, o partido voltou a dialogar com outras lideranças do estado.
O presidente do PT indicou que o partido está em conversas com diversos quadros políticos mineiros. Entre os nomes citados por Edinho Silva estão a prefeita de Contagem Marília Campos, o ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil, o ex-vereador da capital Gabriel Azevedo e o presidente da Assembleia Legislativa de Minas Gerais Tadeu Leite.
Segundo o dirigente petista, esses nomes precisam estar na mesa de negociações para que o partido chegue a um consenso sobre a composição majoritária. A definição do candidato é considerada estratégica pelo PT, já que Minas Gerais tem peso decisivo nas eleições presidenciais.
Pacheco trocou de partido em abril deste ano, saindo do PSD para o PSB. A mudança ocorreu meses depois de conversas com Edinho Silva e o PT sobre uma possível candidatura ao governo mineiro.
Existe ainda a possibilidade de Pacheco ser indicado para uma vaga no Tribunal de Contas da União (TCU). A eventual nomeação explicaria a decisão do senador de não disputar o governo estadual.
Minas Gerais é o segundo maior colégio eleitoral do Brasil. Ter um governador aliado no estado facilita a articulação política do governo federal e fortalece a base de apoio do presidente Lula. A indefinição do PT sobre o candidato a menos de seis meses das eleições preocupa a cúpula do partido, que precisa acelerar as negociações para não perder espaço político no estado.
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