Moradores da comunidade Nossa Senhora das Virtudes 2, no Jaguaré, zona oeste de São Paulo, realizaram um protesto na tarde desta sexta-feira (22/05) para cobrar assistência às famílias afetadas pela explosão ocorrida no último dia 11 durante uma obra da Sabesp. O acidente aconteceu após uma tubulação de gás da Comgás ser atingida e deixou dois mortos, dezenas de imóveis danificados e famílias desalojadas.
Segundo a Polícia Militar, cerca de 60 pessoas participaram do ato na Avenida Presidente Altino. Manifestantes chegaram a atear fogo em móveis e objetos, bloqueando a via. O Corpo de Bombeiros e a CET também foram acionados para acompanhar a ocorrência. As pistas foram liberadas no início da noite.
Os moradores afirmam que foram informados de que deveriam deixar os hotéis onde estavam hospedados porque o contrato firmado entre Sabesp e Comgás não teria sido prorrogado. As famílias reclamam da falta de definição sobre auxílio-aluguel, moradia temporária e reassentamento definitivo.
As pessoas afetadas pela explosão relataram dificuldades financeiras durante o período de hospedagem e disseram que precisaram arcar com despesas extras, como lavanderia e compra de água. Também houve relatos de famílias que teriam sido transferidas para outros hotéis sem confirmação de reserva.
Além da preocupação com moradia, moradores dizem que os danos estruturais em algumas casas continuaram a se agravar nos dias seguintes à explosão. Lideranças locais estimam que cerca de 68 imóveis tenham sido afetados.
Durante o protesto, representantes da Sabesp, do Ministério Público e da Polícia Militar se reuniram com lideranças da comunidade. Segundo os locais, houve a promessa de que as famílias poderiam retornar aos hotéis e de que ninguém ficaria desamparado.
Em nota, a Sabesp afirmou que a Comgás é responsável pela hospedagem emergencial das famílias desalojadas e que a companhia atua nas ações de assistência social, pagamento de auxílio emergencial e recuperação dos imóveis atingidos.
A empresa informou ainda que 779 famílias receberam auxílio emergencial de R$ 5 mil e que cerca de 300 imóveis já foram vistoriados, com serviços de limpeza, reparos e reformas em andamento.
Já a Comgás declarou que segue oferecendo hospedagem com pensão completa e atendimento às necessidades das famílias afetadas. O Governo de São Paulo informou que, por meio da CDHU, oferece alternativas habitacionais como apartamentos mobiliados, carta de crédito e auxílio-aluguel.
O caso também é investigado pelo Ministério Público de São Paulo, que abriu inquérito para acompanhar as medidas de apoio aos moradores atingidos pela explosão.
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