Em carta ditada, Deolane nega relação com PCC, se diz perseguida e censurada

Influenciadora enviou carta da Penitenciária Feminina de Tupi Paulista negando envolvimento com o PCC e atribuindo prisão a R$ 24.500 em honorários advocatícios

Por | Atualizado em:
(FOTO: deolane no Instagram)

A influenciadora presa por possíveis ligações com o crime organizado, Deolane Bezerra enviou uma carta da Penitenciária Feminina de Tupi Paulista. A investigada reiterou sua inocência e negou qualquer ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC).

O texto foi divulgado nesta terça-feira (26/05) e ditado à irmã da influenciadora, a advogada Dayanne Bezerra. Na carta, ela afirma estar presa por perseguição.

Siga o canal da TMC no WhatsApp e receba as últimas notícias

Segundo Deolane, a detenção se resume a R$ 24.500 recebidos como honorários advocatícios.

“Mais uma vez, a mãe está enjaulada por pura perseguição e por ser formadora de opinião. Gostaria de expressar minha indignação, já que nunca fiz parte do crime organizado. Reitero a minha inocência e deixo claro que estou presa pela quantia de R$ 24.500 (valor de honorários que recebi na época como advogada)”, escreveu.

A defesa de Deolane acumulou duas derrotas em dias seguidos. O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), recusou o pedido de prisão domiciliar por não identificar ilegalidade manifesta na detenção.

No dia seguinte, domingo (24/05), o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) também negou o habeas corpus em caráter liminar, ou seja, a análise urgente antes do julgamento de mérito. A defesa avalia recorrer ao Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Como a investigação chegou até ela

O caso começou a ser investigado em 2019. Agentes penitenciários encontraram bilhetes manuscritos em celas da Penitenciária II de Presidente Venceslau. Os papéis traziam ordens internas do PCC, contatos de integrantes e referências a ações violentas contra servidores públicos.

O material levou à abertura de três inquéritos para mapear a estrutura financeira da organização. Os investigadores identificaram uma transportadora de cargas, com sede em Presidente Venceslau, como empresa de fachada usada para movimentar recursos do grupo.

Segundo o Ministério Público e a Polícia Civil, a transportadora repassava valores para contas de terceiros com o objetivo de ocultar a origem do dinheiro. Duas dessas contas estariam em nome de Deolane.

O que diz a carta de Deolane Bezerra?

A defesa de Deolane afirmou ter atuado como advogada em centenas de processos e negou ter estado na Penitenciária de Presidente Venceslau.

“Fui advogada atuante em centenas de processos e nunca sequer estive presente na Penitenciária de Presidente Venceslau. Já disse muitos nãos para manter meus princípios e minha ética”, declarou na carta.

Ela também negou ser proprietária de 37 empresas, como apontado em reportagens. E encerrou o texto reforçando a própria trajetória:

“Não sou e nunca fui bandida! Sou mãe, sou empresária, sou advogada. Uma nordestina que venceu na vida pelo próprio suor.”

A prisão ocorreu na semana passada, em operação conjunta do Ministério Público e da Polícia Civil. O nome de Deolane começou a aparecer nas investigações a partir de 2022, quando reportagens passaram a citá-la com referências ao esquema.

Veja carta na íntegra:

Ao vivo
São Paulo
Ouça a TMC pelo Brasil
  • 100,1FM São Paulo
  • 101,3FM Rio de Janeiro
  • 100,3FM Curitiba
  • 88,7FM Belo Horizonte
  • 92,7FM Recife
  • 100,1FM Brasília
Notícias que importam para você
Copyright © 2026 CNPJ: 44.060.192/0001-05