A Colômbia vai às urnas neste domingo (31/05) para o primeiro turno das eleições presidenciais, em um cenário de forte polarização política e violência no país.
41 milhões eleitores devem definir o sucessor do atual presidente Gustavo Petro, que está no poder desde 2022. Diferentemente do Brasil, a Constituição colombiana não permite reeleição para a Presidência.
Ao todo, 11 candidatos disputam o cargo. Pesquisas de intenção de voto, porém, mostram que a disputa se concentra em três nomes.
Os três principais candidatos
Ivan Cepeda representa a continuidade do projeto do esquerdista Gustavo Petro. Filósofo e defensor de direitos humanos, ele foi um dos articuladores dos acordos de paz com as Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia).
No campo conservador, Abelardo de La Espriella se apresenta como um “outsider”, alguém de fora do sistema político tradicional. Ele propõe uma política de segurança mais rígida e manifesta afinidade com líderes conservadores como o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente da Argentina, Javier Milei.
A terceira colocada nas sondagens é a senadora Paloma Valencia. Candidata de oposição, ela pode se tornar a primeira mulher eleita para a presidência da Colômbia.
O que está em jogo
O resultado deste domingo vai determinar o rumo político do país nos próximos anos. O que está em jogo é a escolha entre manter governos de esquerda na Colômbia ou promover uma virada conservadora, o que teria reflexos no equilíbrio político da América do Sul.
Na prática, isso pode mudar desde a política de segurança pública até a relação do país com acordos de paz firmados nos últimos anos. Segundo autoridades locais, a segurança do processo eleitoral é uma das principais preocupações para o dia da votação.
Onda de violência no país
A eleição acontece num clima de medo, com candidatos assassinados durante a campanha e mais de cinquenta rebeldes mortos num confronto armado só esta semana.
Na última sexta-feira (28/5), um confronto entre duas facções da extinta guerrilha Farc deixaram 52 rebeldes mortos na Amazônia colombiana. Os grupos rebeldes disputam o controle territorial e os lucros do narcotráfico e da mineração ilegal
Durante o mês de maio, dois membros da campanha de Abelardo de la Espriella, o principal candidato de direita à Presidência da Colômbia, foram mortos a tiros na sexta-feira em uma área rural do país.




