O julgamento de Monique Medeiros e Jairo Souza Santos Júnior, o Jairinho, chega neste domingo (31/05) ao sétimo dia no Tribunal do Júri do Rio de Janeiro.
A sessão começou por volta das 10 horas da manhã com a expectativa do depoimento da babá Thayná Ferreira, considerada uma das principais testemunhas do caso por ter acompanhado de perto a rotina de Henry Borel nos meses que antecederam sua morte.
O depoimento é aguardado porque Thayná apresentou versões diferentes ao longo das investigações. Em momentos distintos, afirmou não ter percebido sinais de violência, disse que Monique sabia das agressões sofridas pelo menino e, posteriormente, voltou atrás.
Após o encerramento das testemunhas ligadas à defesa de Monique, o júri deve passar a ouvir as testemunhas indicadas pela defesa de Jairinho. A ordem segue uma determinação judicial decorrente de um habeas corpus concedido ao ex-vereador, que estabeleceu que ele será interrogado apenas depois de Monique, já que a mãe de Henry pretende atribuir a ele a responsabilidade pelas agressões contra a criança.
No sexto dia de julgamento, neste sábado, o destaque foi o depoimento de Bryan Medeiros, irmão de Monique. Ele afirmou aos jurados que a irmã foi orientada a mentir no primeiro depoimento prestado à polícia após a morte de Henry. A sessão também ouviu outras testemunhas de defesa da mãe do menino.
Ao todo, 27 testemunhas devem ser ouvidas durante o julgamento. Após essa fase, o júri seguirá para os interrogatórios dos réus e os debates finais entre acusação e defesa. A expectativa é que os trabalhos sejam concluídos até o meio da próxima semana.
Monique Medeiros e Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Jairinho, respondem pelos crimes de tortura e homicídio qualificado pela morte de Henry Borel, que tinha 4 anos quando morreu, em março de 2021.




