O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) divulgou um número que impressiona: só nos três primeiros meses de 2026, a Justiça brasileira emitiu 255.123 medidas protetivas para mulheres em situação de violência. É o maior volume já registrado desde que o órgão começou a monitorar esses dados, em janeiro de 2020.
O ritmo é de uma ordem judicial a cada 30 segundos. Segundo o CNJ, quando o monitoramento começou, o país registrava cerca de 20 mil proteções por mês. Hoje, esse número é mais de quatro vezes maior.
Maio de 2026 foi o mês mais expressivo da série histórica: 93.782 medidas protetivas concedidas em 30 dias. O resultado supera em 13,4% o pico anterior, que havia sido registrado em setembro de 2025, com 82.697 ordens. Em relação ao trimestre imediatamente anterior, o crescimento foi de 7,52%.
As medidas são concedidas com base na Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006) e têm como objetivo afastar o agressor e garantir a segurança da vítima. Para quem vive sob ameaça, uma ordem judicial pode ser a diferença entre a vida e a morte.




