Pai do menino Henry Borel, Lenil Borel classificou o perdão judicial, concedido a sua ex-esposa Monique Medeiros, de “terceira morte de Henry”. A declaração foi feita ao fim do julgamento do caso, encerrado na madrugada desta quinta-feira (04/06).
Monique Medeiros deixou o tribunal com alvará de soltura ao fim do julgamento. A acusação de homicídio doloso contra ela foi rebaixada para culposo pelos jurados, e a juíza Elizabeth Machado Louro concedeu perdão judicial, declarando a pena cumprida.
“E agora venho para vocês falar que mataram o meu filho pela terceira vez. O que foi falado ali agora é que a misoginia matou o Henry. O Henry representa essas milhares de crianças que são vítimas todo dia e, por causa de decisões como essa, se abre precedente para outras mães, genitoras, que possam matar os seus filhos, que possam permitir que seus filhos sejam mortos. O que a gente espera de uma mãe? É proteção”, afirmou o pai de Henry Borel.
A acusação de homicídio doloso contra Monique Medeiros foi desclassificada pelo júri. Ela foi condenada por omissão em relação à tortura sofrida pelo filho, com pena de 1 ano e 4 meses de detenção em regime aberto.
A juíza Elizabeth Machado Louro concedeu perdão judicial pelo homicídio culposo e considerou a pena de omissão integralmente cumprida. Monique ficou presa por 1.915 dias durante o processo — tempo superior à condenação.
O julgamento foi encerrado com a condenação de Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho, com 43 anos, 9 meses e 20 dias de reclusão pela morte do enteado Henry Borel, de 4 anos. O ex-vereador foi condenado por homicídio duplamente qualificado, tortura e coação. A pena foi dividida em 35 anos e 6 meses pelo homicídio, 6 anos e 3 meses pela tortura e 2 anos pela coação.
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