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Trump dá “papo reto” com lista de exigências para negociar tarifaço contra o Brasil

Americanos também querem garantias de que o Brasil criará empregos nos EUA e destaca interesse em disputar licitações

Depois da reunião entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Donald Trump, na Malásia (27/10), que teve aquele clima de “química”, a diplomacia americana já botou as cartas na mesa. 

Segundo informação do jornalista Jamil Chade, divulgada pela homóloga Joana Treptow no TMC 360, os Estados Unidos entregaram uma “listinha de pedidos” em troca do fim da taxação excessiva contra os produtos brasileiros, o famoso tarifaço. A negociação agora entra na fase de hard talk, com membros das diplomacias e equipes econômicas dos dois países.

O primeiro item da lista de Trump é a redução da tarifa de 18% sobre o etanol americano. O ex-presidente quer mostrar que está defendendo os produtores de milho dos EUA, que andam no prejuízo por conta da guerra comercial com a China. Para a Casa Branca, conseguir que o Brasil abra seu mercado seria um “troféu político”.

Leia mais: Lula está otimista com Trump, mas Alvarez alerta: “Vem coisa grande”

O segundo item envolve o acesso a terras raras brasileiras. Tratam-se de áreas com minerais supervaliosos, usados em tecnologias de ponta, como chips e inteligência artificial. Os EUA dependem desses minérios para continuarem crescendo e estão correndo para não ficarem para trás, na disputa tecnológica contra a China.

O terceiro pedido de Trump são mais investimentos brasileiros nos EUA, pois ele quer vender a imagem de que está criando empregos. Conforme a apuração de Chade, empresas brasileiras já mantêm mais de 110 mil empregos em 23 estados americanos, mas a Casa Branca quer garantias de mais dinheiro lá.

Por fim, Trump pede acesso ao mercado de licitações públicas no Brasil, querendo disputar contratos bilionários. 

Segundo Chade, os diplomatas brasileiros comemoraram o clima otimista do encontro, mas a crise não foi “desarmada”. O setor empresarial brasileiro, contudo, anda dividido, já que ninguém quer ver as empresas nacionais perdendo espaço para os americanos.

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