Existe uma rivalidade histórica e uma disputa entre Estados Unidos e China por várias regiões do mundo, inclusive pela América Latina. E hoje e amanhã (01 e 02/06), em Pequim, acontece o diálogo estratégico Brasil-China, que é uma reunião dos ministros de relações exteriores dos dois países para pensar o futuro dessa relação, ou seja, de que forma a China e Brasil podem cooperar.
Uma agenda muito diferente daquela agenda entre Estados Unidos e Brasil. E no primeiro encontro hoje, nesta segunda-feira (01/06) em Pequim, o governo da China deixou muito claro que quer fazer parte do abastecimento de fertilizantes para a agricultura brasileira.
A China, que em 2025 foi o maior fornecedor de fertilizantes para o Brasil, superou a Rússia. A Rússia tradicionalmente tinha essa posição do maior fornecedor de fertilizantes, mas, com a guerra e tantos outros problemas, isso foi reduzido, não drasticamente, mas foi reduzido. E de outro lado, a China aproveitou esse espaço e hoje é o maior fornecedor de fertilizantes.
A China aproveitou toda essa circunstância, esse contexto internacional para dar uma sinalização ao Brasil. Nós não deixaremos de fornecer o que vocês tanto precisam para a agricultura brasileira. É uma relação de interdependência. No fundo, a China é o maior comprador de produtos agrícolas brasileiros, mas o Brasil depende dos fertilizantes agora chineses para produzir alimentos.
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Neste contexto de redefinição das fronteiras da geopolítica, dessa disputa entre Estados Unidos e China, de um lado nós temos atualmente sanções, tarifas, ameaças e do outro lado nós temos cooperação e uma tentativa de aprofundar essa relação.