Mulheres negras continuam enfrentando as maiores dificuldades de inserção no mercado de trabalho brasileiro. É o que mostra um estudo divulgado pela Rede Multiatores MUDE com Elas, elaborado a partir de dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) de 2025.
Segundo o levantamento, a taxa de desemprego entre jovens chegou a 24,7%, índice significativamente superior ao registrado em outros segmentos da população jovem.
O dado chama atenção porque foi divulgado em um momento de melhora dos indicadores nacionais de emprego. Atualmente, a taxa geral de desemprego no Brasil está abaixo de 6%.
Desigualdades estruturais
De acordo com o estudo, fatores como desigualdade racial, baixa renda, dificuldades de acesso à educação e inserção precoce em ocupações informais ajudam a explicar o cenário.
A pesquisa também destaca que muitas jovens negras precisam conciliar trabalho, estudo e responsabilidades familiares, o que reduz as oportunidades de qualificação profissional e acesso a empregos formais.
Desafio para o mercado de trabalho
Dados recentes do IBGE já indicavam que pessoas pretas enfrentam taxas de desemprego superiores às observadas entre pessoas brancas e que as mulheres continuam sendo mais afetadas pela desocupação do que os homens.
Para os pesquisadores, os números reforçam a necessidade de políticas públicas voltadas à permanência escolar, qualificação profissional e inclusão produtiva.
A avaliação é que a melhora do mercado de trabalho ainda não beneficia todos os grupos da população da mesma forma, mantendo desafios maiores para jovens mulheres negras.




