Flávio Bolsonaro percorreu o Pará na quinta-feira com uma agenda densa. O senador, pré-candidato à Presidência da República, passou por Altamira, a 813 quilômetros de Belém, e depois seguiu para a capital, onde discursou num evento de lançamento de pré-campanhas aliadas.
Em Altamira, Bolsonaro se reuniu com lideranças partidárias e representantes do setor do agronegócio local. A cidade serviu de ponto de partida para uma série de compromissos que se estenderam até Belém.
No discurso na capital paraense, o senador defendeu a redução de entraves burocráticos para liberar licenças ambientais destinadas ao agronegócio e à mineração. Segundo Bolsonaro, a desburocratização seria essencial para aproveitar o potencial produtivo do estado.
Ele afirmou: “Nós vamos trabalhar duro para modernizar o governo, modernizar a legislação, para que possam ser concedidas as licenças para quem quiser plantar, quem quiser criar gado, quem quiser explorar legalmente o subsolo” Em outro trecho, acrescentou: “Nós vamos mudar a legislação para acelerar, tirar essa riqueza que está embaixo da terra e distribuir para vocês, para o povo brasileiro”
O senador também prometeu retomada de investimentos e geração de empregos no Pará a partir de 2027. Na prática, isso significa que as propostas estão condicionadas a uma eventual vitória eleitoral.
Segurança pública e facções criminosas
Outra parte do discurso foi dedicada à segurança pública. Bolsonaro propôs a reclassificação do Comando Vermelho (CV) e do Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas. Segundo ele, “nós fomos buscar ajuda para classificar Comando Vermelho e PCC como organizações terroristas que eles são”.
O senador também defendeu a redução da maioridade penal e a adoção de castração química para condenados por estupro. Essas propostas integram uma plataforma de segurança que ele tem apresentado em suas viagens pelo país.
Ao se dirigir diretamente a integrantes de facções, Bolsonaro afirmou: “Vocês que são de organizações narcoterroristas que impõem o medo, que cobram taxa de comerciantes, que espancam mulheres, que escravizam a população brasileira. Vocês têm até o final do ano para meter o pé do Brasil”
O senador encerrou o discurso com a frase “A Amazônia é nossa”, reforçando o tom soberanista da agenda no estado.




