Tarcísio tem 46% contra 33% de Haddad no primeiro turno, segundo pesquisa Real Time Big Data

A administração de Tarcísio no governo estadual tem aprovação de 62% e desaprovação de 34%, segundo o levantamento

Por Redação TMC | Atualizado em
Foto Lula Marques/Agência Brasil

O atual governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), lidera a corrida ao Palácio dos Bandeirantes com 46% das intenções de voto no cenário estimulado principal, contra 33% de Fernando Haddad (PT). Os dados são da nova pesquisa Real Time Big Data, divulgada nesta terça-feira (16/06).

No mesmo cenário estimulado de primeiro turno, quando os nomes dos candidatos são apresentados, Kim Kataguiri (Missão) registra 8% e Paulo Serra (PSDB), 6%. Nulos e brancos somam 4% e “não sabem” ou “não responderam” somam 3%.

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O levantamento foi realizado entre 13 e 15 de junho de 2026, ouviu 2.000 eleitores do estado e tem margem de erro de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada sob o número SP-09734/2026.

Cenário sem Kim Kataguiri

A pesquisa Real Time Big Data testou também o cenário entre Tarcísio de Freitas, Fernando Haddad e Paulo Serra, sem Kim Kataguiri na disputa.

Nesse cenário, Tarcísio soma 49% das intenções de voto e poderia vencer no primeiro turno. Haddad aparece com 33% e Paulo Serra com 10%.

Haddad resiste na capital e entre os mais pobres

O ex-ministro da Fazenda, Fernando Haddad, só aparece à frente em dois recortes. Na cidade de São Paulo, Haddad soma 39% contra 38% de Tarcísio, diferença dentro da margem de erro. Ainda na capital, Kim Kataguiri aparece em terceiro lugar, com 11% das intenções de voto. Paulo Serra tem 8%; nulos ou brancos, 2% e não sabem ou não responderam, 2%.

Na região metropolitana, Haddad e Tarcísio estão empatados com 39% cada. Kim Kataguiri e Paulo Serra aparecem com 9% cada.

Entre eleitores com renda familiar de até dois salários mínimos, Haddad lidera com 44% contra 36% de Tarcísio.

Mas a situação se inverte nas faixas de renda mais alta. Entre quem ganha entre dois e cinco salários mínimos, Tarcísio tem 47% e Haddad, 32%. Com renda superior a cinco salários mínimos, a diferença cresce: 56% para Tarcísio e 22% para Haddad, conforme o Real Time Big Data.

Interior amplia a vantagem de Tarcísio

Fora da capital e da região metropolitana, o atual governador abre margens expressivas contra todos os adversários:

  • Na região de Campinas, Tarcísio registra 52% contra 25% de Haddad.
  • No Norte Paulista, Tarcísio tem 55% a 28% contra Haddad.
  • No Centro Paulista, Tarcísio lidera com 57% a 25% de Haddad.
  • No Oeste Paulista, também 57% de Tarcísio a 23% de Haddad.
  • No Vale do Paraíba, Tarcísio lidera com 51% a 34% contra Haddad.
  • Na Baixada Santista e Vale do Ribeira, 50% de Tarcísio a 31% de Haddad.
  • Na Macro Sorocaba, Tarcísio tem 52% contra 28% de Haddad.

Gênero, idade e religião

Entre eleitores do sexo masculino, Tarcísio tem 49% e Haddad, 28%. Entre as mulheres, a diferença cai: 44% a 37%, segundo o Real Time Big Data.

Por faixa etária, o governador cresce conforme a idade avança. Entre os eleitores de 16 a 34 anos, Tarcísio registra 40% e Haddad, 36%. Na faixa de 35 a 59 anos, 46% a 35%. Entre os eleitores com 60 anos ou mais, a diferença é maior: 55% a 26%.

No recorte religioso, entre católicos Tarcísio tem 43% e Haddad, 34%. Entre evangélicos, 50% a 26%. Entre entrevistados sem religião ou de outras crenças, 47% a 39%.

Rejeição e potencial eleitoral

Haddad lidera a rejeição: 36% dos entrevistados afirmam que não votariam nele de forma alguma. Tarcísio tem 30% de rejeição, Kataguiri 25% e Serra 18%.

No voto certo, eleitores que afirmam votar no candidato com certeza, Tarcísio aparece com 34% e Haddad com 23%. Kataguiri registra 5% e Serra, 3%.

O potencial eleitoral total, que soma voto certo e voto possível, é de 54% para Tarcísio e 51% para Haddad. Serra tem 41% e Kataguiri, 37%.

Aprovação da gestão

A administração de Tarcísio no governo estadual tem aprovação de 62% e desaprovação de 34%, segundo o levantamento. Na avaliação detalhada, 41% classificam a gestão como ótima ou boa, 34% como regular e 23% como ruim ou péssima.

Na votação espontânea, quando o entrevistado responde sem lista de nomes, Tarcísio é citado por 18% e Haddad por 7%. Outros 61% dos entrevistados disseram não saber em quem votariam nesse formato.

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