Arthur Igreja
Arthur Igreja Mais sobre o autor

Arthur Igreja é especialista em Tecnologia e Inovação. TEDx speaker e autor do livro “Conveniência é o Nome do Negócio”. Certificações executivas em Harvard e Cambridge. Atuação profissional em mais de 25 países. Anualmente, ministra mais de 150 palestras no Brasil, América do Sul, EUA e Europa. Ele é Masters em International Business pela Georgetown University (EUA), Masters of Business Administration pela ESADE (Espanha) e Mestrado Executivo em Gestão Empresarial pela FGV. Pós-MBA e MBA pela FGV.

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Visa e OpenAI inauguram nova era do varejo com agentes de IA

Parceria acelera o avanço do varejo baseado em agentes capazes de pesquisar, comparar e até concluir compras em nome dos consumidores

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(Foto: rawpixel.com/Magnific)

Na coluna de hoje, quero destacar um anúncio que pode transformar profundamente a forma como fazemos compras online. Trata-se da parceria entre a Visa e a OpenAI, empresa responsável pelo ChatGPT. Juntas, elas estão abrindo caminho para uma nova fase do comércio digital: o chamado varejo agentic ou varejo baseado em agentes de inteligência artificial.

Mas o que isso significa na prática? Desde o surgimento do comércio eletrônico, no fim dos anos 1990, a jornada de compra mudou relativamente pouco. O consumidor acessa um site, pesquisa produtos, compara preços, escolhe uma opção, preenche informações de entrega e conclui o pagamento.

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Ao longo dos anos, surgiram ferramentas que facilitaram esse processo, como comparadores de preço e marketplaces, caso do Mercado Livre. Mesmo assim, a responsabilidade por cada etapa da compra continuou sendo do usuário.

Agora, a inteligência artificial promete mudar esse cenário. Cada vez mais utilizamos a IA para executar tarefas em nosso lugar. É aí que entram os chamados agentes de IA: sistemas capazes de receber uma instrução e realizar uma sequência completa de ações de forma autônoma. Imagine uma versão muito mais avançada da Alexa ou da Siri, que não apenas responde a perguntas, mas também toma providências concretas e, inclusive, realiza compras.

O que faltava para isso se tornar realidade era justamente a camada de pagamento. A Visa já vinha sinalizando essa direção. No ano passado, a companhia afirmou que as transações entre agentes seriam uma de suas prioridades estratégicas. Recentemente, realizou uma demonstração envolvendo a Visa e o Banco do Brasil, na qual um agente digital iniciou uma compra e toda a operação foi concluída sem intervenção humana.

Com a entrada da OpenAI nessa equação, o potencial é ainda maior. No futuro próximo, o consumidor poderá simplesmente entrar no ChatGPT e fazer um pedido como: “preciso de um produto com estas características. Encontre a melhor opção considerando preço, qualidade e meu histórico de compras. Quando encontrar, me avise.”

A partir daí, a inteligência artificial poderá pesquisar, comparar alternativas, selecionar a melhor oferta, preencher dados de entrega, definir a forma de pagamento e cuidar de toda a burocracia da compra. O usuário precisaria apenas autorizar a transação final.

Em outras palavras, toda a parte operacional e os atritos do processo de compra passariam a ser administrados pela inteligência artificial. É uma mudança que pode representar uma das maiores transformações do varejo digital desde o surgimento do e-commerce, criando uma experiência muito mais automatizada, personalizada e eficiente para consumidores e empresas.

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