Entenda como Jaques Wagner teria beneficiado o Banco Master, de acordo com a PF

PF aponta imóvel de R$ 2,4 mi como possível contrapartida por atuação parlamentar

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(Foto: Lula Marques/Agência Brasil)

A nona fase da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, teve como principal alvo o senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo no Senado, nesta quinta-feira (18/06). De acordo com a PF, o ex-governador da Bahia teria favorecido o Banco Master em troca de vantagens pessoais.

Segundo a PF, um apartamento avaliado em R$ 2,4 milhões, unidade 1.702 do empreendimento Poème Horto, teria sido oferecido como contrapartida pela atuação de Wagner. A investigação aponta que o senador teria repassado os dados do imóvel ao banqueiro Augusto Lima.

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A Polícia Federal aponta que Wagner teria agido em ao menos três frentes legislativas em benefício do Master: pautas ligadas ao crédito consignado, ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC) e à fiscalização da compra do Master pelo BRB (Banco de Brasília). O senador também teria articulado a aprovação da PEC 65/2023 e a inclusão da emenda nº 30 à Medida Provisória 1.106/2022, posteriormente convertida em lei.

Na prática, essas pautas afetam diretamente regras do sistema financeiro, como limites de crédito para aposentados e a proteção de depósitos bancários, o que torna a investigação relevante para correntistas e tomadores de crédito.

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Contatos com banqueiro documentados

A PF registrou uma ligação de 9 minutos e 19 segundos entre Wagner e Lima ocorrida em 13 de agosto de 2024, data em que a emenda nº 11 foi incluída. Naquele mesmo dia, houve envio de link relacionado à emenda. Em 27 de agosto de 2024, os dois se encontraram presencialmente, ocasião em que o link foi reencaminhado.

Segundo a Polícia Federal, as tratativas entre Wagner e Lima teriam prosseguido mesmo após a deflagração da primeira fase da Operação Compliance Zero, com chamadas de voz, reuniões presenciais, videoconferências e envio de minutas contratuais.

Wagner ocupa o cargo de líder do governo Lula no Senado. A investigação não implica condenação; as apurações seguem em andamento.

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