O Ibovespa encerrou a sessão regular desta quinta-feira (18/06) em leve baixa de 0,10%, aos 168.277,55 pontos, registrando uma variação negativa de apenas 176,38 pontos.
O índice iniciou os negócios em alta, chegando a tocar os 169.080 pontos pela manhã puxado pelo apetite por risco em Wall Street, onde o S&P 500 subiu 1,05%. Contudo, a indefinição local sobre o ritmo dos juros e a oscilação das commodities apagaram os ganhos da abertura. O “índice do medo” (VIX) registrou alívio, recuando 3,14%.
No panorama corporativo, a Petrobras (PETR4) conseguiu virar para o campo positivo e fechou em alta de 0,52%, cotada a R$ 38,77, blindando o índice de uma queda maior mesmo com a oscilação do petróleo lá fora. A Copel (CPLE3) também se destacou com valorização de 2,45%.
Entre as maiores altas da sessão ampla, a Azul (AZUL99) liderou com disparada de 16,67% em forte movimento de recuperação técnica após o tombo do início da semana. Na ponta oposta, a Contax (CTAX3F) desabou 20,69%, encabeçando as perdas.
O Comitê de Política Monetária (Copom) segue no centro das atenções após reduzir a taxa Selic para 14,25% ao ano, mas retirar de seu comunicado a sinalização explícita de novos cortes consecutivos. A decisão, divulgada na noite anterior, movimentou os negócios nesta quinta-feira, forçando o mercado a recalibrar os prêmios na curva de juros.
Ao mesmo tempo, os investidores acompanharam o progresso global após os presidentes de Estados Unidos e Irã divulgarem o texto final do acordo provisório que encerra as hostilidades no Oriente Médio, sustentando nova rodada de recordes nas bolsas em Nova York.
A análise do texto do Banco Central revelou que a barra para a continuidade do ciclo de afrouxamento subiu. O Copom avaliou que a restrição acumulada da política monetária permite diferentes dosagens de juros, ponderando que a trajetória necessária para assegurar a convergência no quarto trimestre de 2027 — atual horizonte relevante — faria a inflação projetada a partir desse período ficar abaixo do alvo de 3%.
A ausência de um direcionamento claro dividiu opiniões: enquanto ala do mercado enxergou um tom mais duro (hawkish) por não antecipar os próximos passos, outra parcela viu viés brando (dovish) na preocupação do BC em evitar que a inflação futura fique abaixo da meta, o que pode manter a porta aberta para ajustes adicionais mais adiante.
Dólar
O dólar comercial encerrou o dia em forte alta de 1,30%, cotado a R$ 5,174 na venda. A moeda norte-americana operou com forte volatilidade ao longo da sessão, registrando a cotação mínima de R$ 5,128 e atingindo a máxima de R$ 5,190 no final da tarde.
O avanço expressivo do câmbio refletiu um movimento de realização de lucros e busca por proteção cambial de curto prazo. Apesar do cenário internacional favorável com o detalhamento da paz entre EUA e Irã, investidores optaram por recomprar posições em dólares antes da assinatura formal do tratado, prevista para esta sexta-feira (18/06) na Suíça.
No front doméstico, a interpretação mais cautelosa sobre o fim do ciclo de cortes da Selic elevou a volatilidade nos contratos futuros de DI, impulsionando a divisa de volta para o patamar de R$ 5,17.
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