A Prefeitura de São Paulo entregou neste domingo (21/06), um lote de 500 novos ônibus elétricos para o sistema municipal de transporte coletivo, ampliando para 1.759 veículos a maior frota de ônibus elétricos do Brasil. Em uma ação inédita, os veículos foram posicionados em duas filas paralelas em um trecho de mais de 7 km da Marginal Tietê, que foi interditado e sinalizado.
“Os avanços são gigantescos. Nós estamos aqui hoje juntos, cada um de nós, plantando 3,2 milhões de árvores por ano. Para se ter uma ideia, temos cerca de 600 mil árvores nas ruas da cidade e, com a entrega de 500 ônibus, estamos chegando a esse equivalente ambiental”, disse o prefeito Ricardo Nunes.
“E deixando de consumir 20 milhões de litros de óleo diesel. Isso mostra a importância da entrega de hoje e o quanto ela contribui para a redução de doenças cardiorrespiratórias e para a melhoria da qualidade do ar. Estamos acelerando a transição energética da maior cidade do país e consolidando uma política pública que já é referência nacional e internacional”, afirmou.
Os 500 ônibus apresentados neste domingo representam, isoladamente, um volume superior ao de toda a frota de ônibus elétricos em circulação no Brasil em 2025, estimada em cerca de 460 veículos, sem considerar a cidade de São Paulo, segundo levantamento do portal E-Bus Radar.
“Há poucos anos, o país inteiro possuía menos ônibus elétricos do que os que estamos apresentando hoje. Isso mostra a velocidade com que São Paulo está avançando e o protagonismo que a cidade assumiu na transição energética do transporte público”, destacou o secretário municipal de Mobilidade Urbana e Transporte, Celso Caldeira.
Com o novo lote, São Paulo não só consolida sua liderança nacional em eletromobilidade, como fica em posição de destaque no cenário internacional, aproximando-a de referências globais em eletrificação da frota, como Santiago, no Chile, e Shenzhen, na China, superando metrópoles europeias de grande relevância e em expansão, como Londres, no Reino Unido, e Amsterdã, na Holanda, que operam atualmente com frotas na casa das centenas de coletivos elétricos.
Impacto expressivo na qualidade do ar
A nova frota deixará de consumir aproximadamente 20 milhões de litros de diesel por ano e evitará a emissão anual de mais de 45 mil toneladas de dióxido de carbono (CO₂), além da redução de 110,6 toneladas de óxidos de nitrogênio (NOx) e de 0,9257 tonelada de material particulado.
O impacto ambiental corresponde ao plantio de aproximadamente 3,2 milhões de árvores. Cada ônibus elétrico equivale, individualmente, ao plantio de cerca de 6.400 árvores e evita a emissão de aproximadamente 87 toneladas de CO₂ por ano.
Com a incorporação dos novos veículos, a frota elétrica da cidade passa a ser composta por 1.759 ônibus, sendo 1.570 modelos movidos a bateria e 189 trólebus. Em operação, esse conjunto deixa de emitir aproximadamente 130 mil toneladas de CO₂ por ano e evita o consumo de cerca de 57 milhões de litros de diesel anualmente. Em toda a frota elétrica da cidade, o resultado acumulado equivale ao plantio de aproximadamente 11 milhões de árvores.
A nova frota está distribuída entre 22 ônibus do tipo mídi, 215 do tipo básico, 159 modelos padron de 13,20 metros, 64 articulados de 21 metros e 40 articulados de 23 metros. Enfileirados, ocuparam aproximadamente 7,2 quilômetros de extensão da Marginal Tietê, o equivalente a cerca de 66 campos de futebol colocados em sequência.
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Reforço no conjunto de ações ambientais
Além dos benefícios ambientais, os novos veículos ampliam o conforto para os mais de 7 milhões de passageiros transportados diariamente pelo sistema municipal. Todos os ônibus contam com ar-condicionado, Wi-Fi, entradas USB e recursos de acessibilidade para pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida.
Nesse lote, há 20 ônibus equipados com câmeras conectadas ao Smart Sampa e também ficaram em exposição durante o evento, reforçando a integração entre mobilidade, tecnologia e segurança pública. Agora, a cidade conta com 74 veículos com essa tecnologia.
Investimento pesado em política permanente
A expansão da frota faz parte de uma política pública permanente de transição energética. Pela regulamentação adotada pelo município, as concessionárias do sistema não podem mais substituir veículos que chegam ao fim da vida útil por novos ônibus movidos a diesel, acelerando gradualmente a migração para tecnologias de baixa ou zero emissão.
Para viabilizar essa transformação, a Prefeitura estruturou um programa de investimentos de aproximadamente R$ 6,5 bilhões, com participação de recursos nacionais e internacionais. O lote entregue neste domingo conta ainda com financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
“São Paulo lidera a transformação da mobilidade sustentável no país. A expansão da frota elétrica mostra que é possível combinar inovação, ganhos ambientais e melhoria dos serviços públicos em larga escala”, afirmou Luciana Aparecida da Costa, diretora de Infraestrutura, Transição Energética e Mudança Climática do BNDES.




