Uma pessoa morreu e outras duas ficaram feridas após um sobrado de dois andares ruir na Rua Engenheiro Costa Ourique, no Cangaíba, zona leste de São Paulo, na noite de terça-feira (23). Segundo o Corpo de Bombeiros, o colapso ocorreu às 23h25.
O imóvel funciona como cortiço e abriga cerca de 10 pessoas. O primeiro pavimento cedeu em uma área de aproximadamente 30 m², e três moradores ficaram soterrados sob os escombros.
Uma das pessoas retiradas dos destroços foi encontrada em parada cardiorrespiratória. O óbito foi constatado ainda no local, conforme informou o Corpo de Bombeiros.
Um segundo morador foi socorrido com um corte na perna esquerda e encaminhado ao Pronto Socorro Planalto. A terceira vítima teve ferimentos leves e dispensou atendimento médico.
Operação de resgate
O Corpo de Bombeiros empenhou 11 viaturas e 37 agentes na ocorrência. O Grupo de Busca e Resgate em Estruturas Colapsadas (BREC) trabalhou na remoção do material para alcançar os soterrados. A Defesa Civil e a Polícia Militar (PM) também foram acionadas.
Carros engolidos por crateras em Cajamar e Ribeirão Pires
As chuvas em São Paulo causaram transtornos também em Ribeirão Pires e em Cajamar, na região metropolitana do estado.
Em Ribeirão Pires, um veículo foi engolido por uma cratera após um afundamento de solo. O incidente ocorreu na Rua João Dicieri, no bairro Parque Aliança, em Ribeirão Pires.
Segundo a Coordenadoria Municipal de Proteção e Defesa Civil (COMPDEC), não houve vítimas. Equipes municipais realizaram o isolamento da área e seguem acompanhando a ocorrência. A Prefeitura de Ribeirão Pires informou que a cratera foi aberta no início da noite em meio às fortes chuvas que atingiram a cidade. O local permanece interditado para avaliação técnica e adoção das medidas necessárias.
Em Cajamar, uma enorme cratera se abriu na Rua Padre Luiz Chispim, no bairro do Polvilho, em Cajamar (SP), e acabou engolindo um outro carro durante a forte chuva na madrugada desta quarta-feira (24).
Apesar do susto, ninguém ficou ferido. A Defesa Civil isolou toda a área e interditou a via, que é um dos principais acessos da comunidade à Linha do Trem. Segundo informações preliminares, o problema teria começado após uma obra realizada dentro de uma empresa da região, que provocou o desabamento parcial da rua e o rompimento de uma galeria de drenagem responsável por escoar águas pluviais da Avenida Tenente Marques.




