O Tesouro Direto registrou emissão líquida de R$ 6,07 bilhões em maio, resultado da diferença entre os investimentos realizados e os resgates de títulos públicos no período. Os dados foram divulgados pelo Tesouro Nacional e mostram a continuidade do forte interesse dos brasileiros pela renda fixa.
Segundo o balanço, o volume de aplicações voltou a superar os resgates, mantendo a trajetória de crescimento do programa em 2026. O cenário de juros elevados e busca por segurança financeira ajudou a impulsionar a demanda pelos títulos públicos federais.
Títulos atrelados à Selic seguem liderando demanda
Os papéis indexados à taxa Selic continuam sendo os mais procurados pelos investidores, especialmente por quem busca liquidez diária e menor volatilidade. Especialistas apontam que o atual nível dos juros básicos mantém a renda fixa atrativa frente a investimentos de maior risco.
Além do Tesouro Selic, títulos vinculados à inflação também seguem entre os mais demandados, principalmente por investidores interessados em preservar o poder de compra no longo prazo.
Pequenos investidores continuam predominando
O levantamento também mostra forte participação de investidores de menor porte no programa. Aplicações de baixo valor representam parcela significativa das operações realizadas mensalmente no Tesouro Direto.
O programa permite investimentos a partir de valores reduzidos e vem sendo utilizado tanto para reserva de emergência quanto para objetivos de longo prazo, como aposentadoria e educação.
Estoque de investimentos segue em alta
O estoque total investido no Tesouro Direto também mantém trajetória de crescimento em 2026, refletindo o aumento no número de investidores cadastrados e a maior procura por ativos considerados mais seguros em períodos de incerteza econômica.




