Salários no Brasil escancaram desigualdade entre os estados

Distrito Federal lidera renda média do país, enquanto Norte e Nordeste seguem com os menores ganhos

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(Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil/Arquivo)

Levantamento do IBGE revela concentração dos maiores salários em regiões com forte presença do setor público, serviços especializados e maior atividade econômica

O Distrito Federal continua registrando a maior renda média do Brasil, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (25). O levantamento mostra um retrato das desigualdades regionais do país: estados do Centro-Oeste e Sudeste concentram os maiores salários, enquanto parte do Norte e Nordeste aparece nas últimas posições do ranking.

A diferença entre os rendimentos estaduais está ligada a fatores como presença de servidores públicos, grau de industrialização, mercado formal de trabalho e concentração de empresas de grande porte. O estudo também evidencia como o crescimento da renda no país ainda ocorre de forma desigual entre as regiões.

Funcionalismo e setor de serviços puxam alta no DF

A liderança do Distrito Federal é impulsionada principalmente pelo funcionalismo público e por cargos ligados à administração federal. Além disso, setores como tecnologia, finanças e serviços especializados ajudam a elevar a média salarial em estados com economias mais desenvolvidas.

São Paulo, Rio de Janeiro e Santa Catarina também aparecem entre os maiores rendimentos do país, sustentados por mercados de trabalho mais aquecidos e maior concentração empresarial.

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Regiões Norte e Nordeste enfrentam maior defasagem

Na parte inferior do ranking, estados do Norte e Nordeste seguem com os menores salários médios. Especialistas apontam que a maior informalidade, menor presença industrial e renda per capita reduzida contribuem para esse cenário.

Apesar da melhora recente nos indicadores de emprego e renda, a distância entre as regiões brasileiras ainda permanece elevada.

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Avanço econômico não chega de forma uniforme

Os números reforçam que o crescimento da renda nacional não ocorre de maneira homogênea. Enquanto estados mais ricos ampliam oportunidades em setores de alta remuneração, regiões com menor dinamismo econômico continuam enfrentando dificuldades para aumentar salários e reduzir desigualdades sociais.

O levantamento também reacende o debate sobre desenvolvimento regional e políticas públicas voltadas à geração de empregos de maior renda fora dos principais centros econômicos do país.

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