Após ameaça da ONU a Trump Ormuz retoma tráfego e dólar sobe

Canal estratégico volta à normalidade após cessar-fogo no Oriente Médio, reduz pressão sobre o petróleo e muda o comportamento dos mercados

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Imagem de satélite do estreito de ormuz
Estreito de Ormuz. (Crédito: Reuters)

A retomada do tráfego de navios no Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais importantes do planeta, voltou ao centro das atenções dos mercados financeiros nesta segunda-feira (24/06). A normalização da passagem de embarcações ocorre após dias de tensão provocados pelo conflito entre Estados Unidos, Irã e Israel, cenário que levou a Organização das Nações Unidas (ONU) a intensificar os alertas contra uma escalada militar.

Com a redução dos riscos para o transporte global de petróleo, os preços da commodity perderam força, enquanto investidores passaram a concentrar suas atenções nas perspectivas para os juros americanos. No Brasil, o dólar registrou alta de 0,37%, cotado a R$ 5,2058, e o Ibovespa recuou 0,52%, aos 170.366 pontos, refletindo a cautela do mercado diante do cenário internacional.

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O que aconteceu no Estreito de Ormuz?

O Estreito de Ormuz é considerado um dos pontos mais estratégicos da economia mundial. Localizado entre o Golfo Pérsico e o Golfo de Omã, o corredor marítimo é responsável pela passagem de cerca de 20% de todo o petróleo comercializado globalmente.

Nos últimos dias, a região viveu momentos de forte instabilidade devido ao aumento das tensões militares no Oriente Médio. O temor de ataques a navios e de um eventual bloqueio da passagem elevou os preços do petróleo, aumentou os custos do transporte marítimo e gerou preocupação entre investidores de todo o mundo.

Após um acordo de cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã, o fluxo de petroleiros começou a ser restabelecido. O retorno gradual das embarcações reduziu os receios sobre uma interrupção no abastecimento global de energia, fator que ajudou a aliviar parte da pressão sobre os mercados financeiros.

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Por que a ONU criticou Donald Trump?

Durante o agravamento da crise, representantes da Organização das Nações Unidas reforçaram que uma ampliação do conflito poderia comprometer a estabilidade internacional e provocar impactos econômicos de grandes proporções.

A entidade fez apelos para que as partes envolvidas priorizassem soluções diplomáticas e respeitassem o direito internacional, além de alertar que novas ofensivas militares poderiam colocar em risco a segurança da navegação no Golfo Pérsico.

As manifestações ocorreram em meio às decisões adotadas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante o confronto com o Irã, o que aumentou a pressão internacional por um acordo que evitasse novos episódios de violência.

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Por que a retomada de Ormuz impactou o dólar?

A reabertura da principal rota de exportação de petróleo do Oriente Médio reduziu o chamado “prêmio de risco” embutido nos preços internacionais da commodity. Com menor preocupação sobre uma possível crise de abastecimento, o petróleo perdeu valor e os investidores passaram a direcionar o foco para outros fatores econômicos.

Entre eles, destacam-se as expectativas sobre a política monetária do Federal Reserve (Fed), banco central dos Estados Unidos. O mercado acompanha atentamente qualquer sinal sobre possíveis cortes ou manutenção dos juros americanos, já que essas decisões influenciam diretamente o fluxo de capital para países emergentes.

Mesmo com a melhora do cenário geopolítico, o dólar avançou frente ao real porque a moeda norte-americana continua sendo considerada um dos principais ativos de proteção em momentos de incerteza.

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Queda do petróleo muda o foco dos investidores

Com o alívio das tensões no Oriente Médio, os contratos internacionais de petróleo passaram a recuar, reduzindo o temor de um choque energético global. Esse movimento também diminui as preocupações com a inflação em diversos países, já que combustíveis e energia exercem forte influência sobre os índices de preços.

Diante desse cenário, analistas avaliam que os mercados devem deixar gradualmente de acompanhar apenas os acontecimentos envolvendo o Oriente Médio e voltar a concentrar as atenções nas decisões dos principais bancos centrais, especialmente nos Estados Unidos.

O que pode acontecer daqui para frente?

Apesar da melhora observada nos últimos dias, especialistas alertam que a situação permanece delicada. O Estreito de Ormuz continua sendo um dos pontos mais sensíveis da geopolítica mundial, e qualquer novo confronto envolvendo Irã, Estados Unidos ou outros países da região pode provocar nova disparada do petróleo e aumentar a volatilidade dos mercados.

Enquanto o cessar-fogo permanece em vigor, investidores seguem monitorando simultaneamente o comportamento do petróleo, a evolução das negociações diplomáticas e os próximos passos da política monetária americana. Esses fatores devem continuar determinando o desempenho do dólar, das bolsas de valores e dos ativos globais nas próximas semanas.

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