Rodrigo Pantaleão, advogado que ganhou notoriedade após apoiar o pedido de condenação do próprio cliente em juízo, foi encontrado morto em Florianópolis no dia 25 de junho de 2026. A informação foi divulgada pela Ordem dos Advogados do Brasil, Seção Santa Catarina (OAB-SC). A causa do óbito não foi tornada pública.
O caso que projetou o nome de Pantaleão ocorreu em 28 de maio de 2026, durante sessão virtual conduzida pela 3ª Vara Criminal da Comarca da Capital. Nas alegações finais, etapa em que cada parte apresenta seus argumentos antes da sentença, o advogado disse à magistrada: “Em alegações finais, Vossa Excelência, a defesa corrobora com as afirmações exaradas pela Promotoria de Justiça, nada mais.”
A reação da juíza
A declaração surpreendeu a juíza Carolina Ranzolin Nerbass, que respondeu de forma direta: “Eu não posso aceitar essas alegações finais, senhor, vou considerar o réu indefeso” Pantaleão insistiu: “Não, essas são as alegações finais da defesa”
A magistrada então fixou um prazo: “Então, eu dou três dias para o senhor constituir um novo defensor. Se o senhor não constituir, eu vou nomear um defensor dativa para o senhor, que vai fazer uma defesa adequada”
O cliente de Pantaleão responde por tráfico e uso indevido de drogas. Antes da sessão, segundo os registros do caso, o advogado havia negado ao réu a chance de uma conversa reservada. Um novo defensor foi nomeado. O processo aguarda nova audiência de instrução e julgamento, sem data definida.
OAB-SC cobra resposta
O presidente da OAB-SC, Juliano Mandelli, afirmou: “Recebemos essa notícia com profunda consternação. A OAB/SC acompanhará de perto as investigações para que todos os fatos sejam devidamente esclarecidos, especialmente no que diz respeito à eventual relação de crime com o exercício da advocacia e às prerrogativas profissionais.”
Em nota, o órgão declarou que vai cobrar punição caso surja algum indício de crime ligado ao exercício da advocacia, e acrescentou: “Caso sejam constatadas infrações disciplinares após a devida apuração, poderão ser instaurados os procedimentos competentes no âmbito do Tribunal de Ética e Disciplina, os quais tramitam sob sigilo legal.”
Mandelli foi enfático: “A Ordem não tolerará omissão nem demora neste caso, seja qual for o resultado da perícia”
A OAB-SC pediu que a apuração seja célere, rigorosa e transparente. As investigações estão em andamento.




