Uma auditoria do Gabinete de Segurança Institucional e da Controladoria-Geral do Estado apontou que a Secretaria de Estado de Trabalho era composta por 78% de supostos “funcionários fantasmas”.
Outras pastas também passaram por análise. Na Secretaria de Esporte e Lazer, o número do chamado potencial de racionalização chegou a 75,6%, enquanto na Secretaria de Turismo, a marca foi de 73,3%.
Outras secretarias como Agricultura, Ciência e Assistência Social apresentavam mais de 50% de servidores “fantasmas”. Nesta primeira etapa da autoria de pessoal, 20 órgãos do Poder Executivo foram avaliados. Eles são responsáveis por 52,4% da despesa estadual com cargos comissionados.
O levantamento identificou um potencial de economia de até R$ 16,7 milhões por mês, o que representa 44,6% da folha de pagamento dos cargos comissionados das unidades avaliadas.
Segundo o Governo do Rio, 20 órgãos auditados serão notificados para apresentar esclarecimentos e justificativas antes da adoção de eventuais medidas administrativas.
Na quinta-feira (25), a gestão do governador em exercício, Ricardo Couto de Castro, anunciou a marca de mais de 4 mil exonerações de comissionados desde março.
A auditoria também aponta que, entre fevereiro e maio deste ano, as medidas de racionalização já implementadas reduziram em 12,2% a folha de pagamento dos cargos comissionados, gerando uma economia de R$ 8,7 milhões por mês. Com a conclusão desta etapa, a economia total projetada poderá alcançar R$ 25,4 milhões mensais.




