São Paulo terá, na próxima semana, as primeiras seis estações da Linha 6-Laranja do Metrô em funcionamento. Segundo o Palácio dos Bandeirantes, a abertura ocorre entre os dias 1° e 2 de julho. A data foi antecipada em relação ao prazo original, que era outubro.
A mudança no calendário tem relação direta com as eleições. A legislação eleitoral “permite que um candidato à reeleição participe de entregas ou inauguração de obras apenas até o dia 4 de julho”. Tarcísio de Freitas (Republicanos), governador de São Paulo, deve disputar a reeleição em outubro.
Operação inicial com restrições
O trecho que entra em serviço vai da estação Perdizes até João Paulo I. Conforme a concessionária Linha Uni, a operação começará em modo assistido, fase de testes com passageiros reais, antes da operação plena. O atendimento ao público será das 10h às 15h, de segunda a sexta-feira.
Nesse período, cada composição transportará no máximo 2 mil passageiros. A velocidade inicial será de aproximadamente 30 km/h, com dois trens circulando em sistema de ida e volta, segundo a Linha Uni.
As seis estações da primeira fase terão integração com a Linha 7-Rubi.
Expansão prometida até outubro
O governo Tarcísio prometeu colocar em funcionamento mais três estações, Brasilândia, Maristela e Itaberaba-Hospital Vila Penteado, antes do primeiro turno das eleições, em outubro. O restante da linha, que totaliza 15 estações, está previsto para 2027.
Quando toda a extensão estiver ativa, a estimativa do governo paulista é que o percurso completo seja feito em até 23 minutos. A projeção de demanda é de cerca de 633 mil passageiros por dia, segundo o governo de São Paulo.
Dez anos de obras e paralisações
As obras da Linha 6-Laranja foram iniciadas em 13 de abril de 2015, durante a gestão de Geraldo Alckmin (PSB), hoje vice-presidente da República. O projeto enfrentou uma série de paralisações e problemas contratuais ao longo da gestão de João Dória (ex-PSDB). Os trabalhos foram retomados em 2020.
O governo paulista descreve a Linha 6-Laranja como o maior projeto de mobilidade urbana em implantação na América Latina dentro do modelo de PPP (parceria público-privada), em que a iniciativa privada constrói e opera a infraestrutura em troca de concessão do poder público.
As estações do trecho inaugural estão entre as mais profundas do sistema. Água Branca chega a 47,80 metros abaixo do nível da rua. João Paulo I tem 41,45 metros de profundidade. Freguesia do Ó fica a 39,92 metros, Santa Marina a 30,14 metros e Perdizes a 29 metros.




