Na véspera das comemorações do Dia da Independência dos Estados Unidos, o presidente Donald Trump afirmou que o país vive apenas o início de uma nova “era de ouro” e aproveitou o discurso para reforçar ataques ao comunismo e à esquerda americana. A cerimônia, realizada na noite de sexta-feira (03/07) no Monte Rushmore, marcou a abertura das celebrações pelos 250 anos da independência dos EUA, comemorados neste sábado (04/07).
Diante do monumento que homenageia os ex-presidentes George Washington, Thomas Jefferson, Theodore Roosevelt e Abraham Lincoln, Trump adotou um tom otimista em relação ao futuro do país. Ao encerrar o pronunciamento, que durou cerca de 30 minutos, declarou que a celebração do bicentenário e meio da independência “não é o fim; é apenas o começo da era de ouro da América”.
Ao longo do discurso, porém, o presidente também fez fortes críticas ao comunismo, tema que tem ocupado espaço crescente em sua retórica política às vésperas das eleições legislativas de novembro.
Trump afirmou haver um “ressurgimento da ameaça comunista” dentro dos Estados Unidos, inclusive entre pessoas que, segundo ele, chegaram recentemente ao país e defendem ideias incompatíveis com o modo de vida americano. O presidente classificou o comunismo como “o inimigo da Constituição”, “o inimigo de 4 de julho de 1776” e “uma ameaça mortal à liberdade americana”.
Sem citar nomes, a fala foi interpretada como uma referência a candidatos democratas identificados com o socialismo democrático e a alas mais progressistas do partido, que têm conquistado espaço nas eleições primárias.
O republicano também aproveitou o evento para pedir o fim do filibuster — mecanismo que dificulta a votação de determinados projetos no Senado — e defender a aprovação do SAVE America Act, proposta eleitoral apoiada por seu governo que exige a comprovação documental de cidadania americana para que indivíduos possam se registrar e votar em eleições federais.
Segundo Trump, os republicanos só perderão as eleições de meio de mandato se “permitirem perder”, afirmando que a aprovação da medida garantiria vitórias eleitorais por décadas.
Além do tom político, o presidente voltou a enfatizar temas ligados ao patriotismo e à identidade nacional. Trump afirmou que a liberdade americana foi preservada não apenas pelas leis, mas pela cultura e pelo caráter do povo dos Estados Unidos, e criticou o que chamou de tentativas recentes de afastar os americanos de sua própria história.
“Você não precisa ter nascido aqui, mas precisa amar o que construímos e amar o nosso país”, declarou.
O discurso abriu oficialmente a programação dos 250 anos da independência dos Estados Unidos, cuja principal celebração ocorre neste sábado, em Washington. Apesar da onda de calor que atinge diversas regiões do país e provocou alterações em parte da programação do feriado, a capital americana mantém o tradicional espetáculo de fogos de artifício, que deve reunir centenas de milhares de lançamentos em uma tentativa de estabelecer um novo recorde mundial.
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