Uma trabalhadora doméstica de 19 anos, que estava grávida de seis meses, sofreu torturas em abril de 2026 no município de Paço do Lumiar, na região metropolitana de São Luís (MA).
Os agressores justificaram o ato com a suspeita de que ela havia furtado um anel — objeto que, posteriormente, foi localizado no cesto de roupas da própria residência.
Na última quinta-feira (02/07), a Justiça do Maranhão recebeu a denúncia apresentada pelo Ministério Público do Maranhão (MP-MA). No banco dos réus estão a empresária Carolina Sthela Ferreira dos Anjos e o policial Michael Bruno Lopes Santos, denunciados pelos crimes de tortura, tentativa de aborto e tentativa de homicídio qualificado. Ambos permanecem em prisão preventiva.
Agressões e ameaças
De acordo com o MP-MA, Michael Bruno atingiu Samara Regina Dutra Soares na testa com a coronha de uma arma. A denúncia aponta ainda que os acusados ameaçaram dopar a vítima, transportá-la de forma oculta num veículo com destino a um sítio e executá-la no local.
Exames de corpo de delito confirmaram lesões físicas e perda auditiva na vítima. A Polícia Militar registrou chamadas ao 190 na mesma data das agressões.
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Confissão em áudio
A Polícia Civil apreendeu áudios com declarações da empresária sobre o episódio. Em uma das gravações, Carolina afirmou que “deu tanto nessa mulher que até hoje minha mão tá inchada”. Em outro trecho, disse que Samara não era para ter saído viva.
As gravações foram incorporadas à denúncia redigida pela promotora de Justiça Nahyma Ribeiro Abas. O MP-MA requereu ainda que o processo corra em segredo de justiça e solicitou o encaminhamento do caso ao Tribunal do Júri.




