Metrô de SP vai trocar escadas rolantes por elevadores na linha 22-marrom

Sete das 19 estações da linha 22-marrom terão baterias de elevadores com até 40 pessoas; economia de energia deve chegar a 90%

Por , São Paulo | Atualizado em:
Metrô de SP vai trocar escadas rolantes por elevadores na linha 22
Divulgação/Metrô de São Paulo

O Metrô de São Paulo prevê a adoção de baterias de elevadores no lugar de escadas rolantes em sete das 19 estações da futura linha 22-marrom. A alteração se aplica às estações cuja profundidade alcance ao menos 25 metros e deve encurtar em até 75% o tempo de percurso entre o mezanino e a plataforma.

Segundo o Metrô de SP, o deslocamento na estação Sumaré, a mais funda do projeto, com 70 metros de profundidade, é estimado em 1min13 de elevador. Pelas escadas rolantes, o mesmo trajeto levaria 4min42. Duas estações, Hebraica-Rebouças e Sumaré, também contarão com escadas rolantes.

Elevadores em grupos de quatro

Na estação Sumaré, a previsão é de 16 elevadores dispostos em conjuntos de quatro unidades enfileiradas. A estação Santa Maria, em Osasco, receberá 8 elevadores. Os equipamentos variam em capacidade: 14, 33 ou 40 passageiros, dependendo do modelo adotado.

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A instalação das baterias de elevadores será concentrada nos trechos com movimento estimado em torno de 5.000 passageiros por hora por direção, conforme informações do Metrô de SP.

Luiz Antonio Cortez Ferreira, gerente de planejamento do Metrô, explicou para o jornal Folha de São Paulo os motivos da decisão. “A escada rolante, em espiral nos pisos, aumenta o tempo de viagem”, afirmou. Ele acrescentou que “À medida que a linha se afasta dos vales dos rios Pinheiros e Tietê, o terreno se torna mais irregular, exigindo estações mais profundas”.

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Segurança e custo

A substituição também é motivada por questões de segurança. O Metrô de SP aponta que metade dos acidentes da rede acontece em escadas rolantes. Outro fator considerado é que os elevadores demandam menor área de implantação, barateando a execução da obra.

A economia de energia deve ser expressiva: o Metrô estima redução de 90% no consumo em comparação com escadas rolantes. Ferreira ressaltou que a solução não seria viável em linhas de alta demanda. “Não daria para fazer isso na linha 3-vermelha, por exemplo”, afirmou. A linha 3-vermelha registrou mais de 1 milhão de embarques por dia em março (média de segunda a sexta-feira). A linha 22-marrom, por sua vez, é esperada para receber 650 mil pessoas por dia.

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Linha 22: o projeto

A linha 22-marrom deverá ter 29 quilômetros de extensão e 19 estações, todas subterrâneas. O trajeto conectará Cotia e Osasco à estação Sumaré, onde haverá conexão com a linha 2-verde. O percurso completo deve levar cerca de 42 minutos.

A linha também passará pela Universidade de São Paulo (USP), com estações na praça do Relógio e no Hospital Universitário.

O empreendimento encontra-se na etapa de contratação do projeto básico. As primeiras sondagens — perfurações destinadas à obtenção de dados geológicos e geotécnicos do subsolo — tiveram início em 01/06, em Cotia. De acordo com o Metrô de SP, a entrada em operação da linha está prevista para daqui a pelo menos dez anos.

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