O presidente Luiz Inácio Lula da Silva intensificou a agenda de anúncios, inaugurações e entregas de obras nas semanas que antecederam o início das restrições impostas pela legislação eleitoral. Desde o último sábado (4), o governo está impedido de inaugurar obras públicas e de realizar uma série de ações de caráter institucional previstas na legislação.
Nos dois meses anteriores ao início do período de restrições, foram realizados 53 anúncios e visitas a 13 estados. A estratégia priorizou as regiões Sudeste e Nordeste, que concentram os dois maiores colégios eleitorais do país, com cerca de 42% e 27% da população brasileira, respectivamente.
Na última semana antes do início do chamado “defeso eleitoral”, toda a agenda presidencial foi concentrada no Nordeste. Lula cumpriu compromissos na Bahia, no Rio Grande do Norte e no Ceará.
Na sexta-feira (3), véspera da entrada em vigor das restrições, o presidente participou remotamente de uma cerimônia para anunciar ações nas áreas de saúde, educação e moradia. As iniciativas contemplaram 12 cidades de sete estados.
O evento foi conduzido por Lula a partir do Palácio do Planalto, em Brasília. Enquanto isso, ministros e aliados participaram presencialmente das cerimônias de inauguração nos municípios beneficiados.
Com as restrições já em vigor, a tendência é que o foco do presidente passe a ser a articulação política e a preparação da campanha. A expectativa é que o PT oficialize a candidatura de Lula à reeleição em 2 de agosto, durante convenção em São Paulo.
A campanha eleitoral terá início oficialmente em 16 de agosto. A partir dessa data, passam a ser permitidos atos de campanha, pedidos explícitos de voto e a propaganda eleitoral.