Exército entrega seis armas de Bolsonaro à PF, mas duas não são localizadas

STF havia determinado prazo de 48 horas para entrega das oito armas registradas no nome do ex-presidente; Moraes também revogou o registro de CAC de Bolsonaro

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Ex-presidente Jair Bolsonaro
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

O Exército entregou nesta segunda-feira (06/07) seis armas registradas em nome do ex-presidente Jair Bolsonaro à Polícia Federal (PF), atendendo parcialmente a uma determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Outras duas armas que estavam sob guarda da instituição não foram encontradas, conforme informou o próprio Exército.

Moraes havia determinado um prazo de 48 horas para que as oito armas fossem entregues à PF. Na mesma data, o ministro também revogou o registro de Colecionador, Atirador e Caçador (CAC) de Bolsonaro, documento que autoriza civis a possuir e portar armas de fogo fora das categorias comuns.

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Segundo o Exército e a defesa do ex-presidente, 11 armas estão registradas no nome de Bolsonaro. A defesa afirma que, em março de 2023, uma carabina e uma pistola Caracal — duas dessas armas — foram repassadas à PF após exigência do Tribunal de Contas da União (TCU).

Pistola apreendida com sargento

O caso ganhou novo capítulo no mês passado. Em 15/06, durante uma blitz no Pistão Norte, em Brasília, a PF abordou o sargento do Exército Estácio Leite da Silva Filho e apreendeu uma pistola Glock 9mm sem registro que estava em sua posse.

Segundo o sargento, ele levava a pistola para conserto, pois o equipamento apresentava pane. A Procuradoria-Geral da República (PGR) analisou o episódio e concluiu que não houve infração grave atribuível a Bolsonaro nesse caso específico. Nas palavras do ministro Moraes, “A efetiva consumação da ‘falta grave’, entretanto, não foi comprovada, como destacado pelo procurador-geral da República”.

Em depoimento, o próprio Bolsonaro admitiu que mantinha uma arma em casa. Ele justificou a situação dizendo que “tinha três mulheres em casa e não podia ficar desarmado”.

Prisão domiciliar e condenação

Bolsonaro cumpre prisão domiciliar em caráter humanitário desde março, mediante autorização do próprio Moraes. O prazo estabelecido foi de 90 dias, com início contado a partir da alta hospitalar do ex-presidente naquele mês.

A decisão de Moraes o condenou a 27 anos e 3 meses de reclusão, em razão de tentativa de golpe de Estado e crimes a ela relacionados.

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