Senadora paraguaia é investigada em Paris após ataques a Mbappé

A FFF apresentou denúncia ao MP de Paris, que abriu investigação por difamação pública agravada com base em origem, etnia ou raça

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Foto: Reprodução: X (@Kylian)

O Ministério Público de Paris abriu investigação por difamação pública agravada, crime qualificado por “origem, etnia, nacionalidade, raça ou religião da vítima, real ou presumida”, contra a senadora paraguaia Celeste Amarilla, nesta terça-feira (07/07). A Federação Francesa de Futebol (FFF) apresentou denúncia formal ao órgão no mesmo dia, após Amarilla ter feito ataques racistas ao atacante Kylian Mbappé.

Tudo começou quando a França derrotou o Paraguai no sábado (5), partida que levou Amarilla a publicar nas redes sociais declarações racistas contra Mbappé. O jogador respondeu em sua conta oficial no X, afirmando que a senadora transmitia a pior imagem possível do Paraguai.

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O porta-voz Thameen Al Kheetan, do Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos, também se pronunciou nesta terça-feira (07/07), classificando as declarações de Amarilla como “desprezíveis e, infelizmente, não são um caso isolado”. Al Kheetan afirmou ainda que esses incidentes racistas “refletem um fenômeno mais amplo que afeta o futebol e, de forma mais geral, o esporte”.

Amarilla recusa desculpas e ameaça processo

Ouvida no Congresso do Paraguai nesta terça-feira (07/07), Amarilla disse que suas falas anteriores foram dadas “a sangue quente”. Ainda assim, recusou qualquer pedido de desculpas ao jogador. “Mbappé não me pediu desculpas, então não tenho porque pedir desculpas a ele”, afirmou a senadora.

Amarilla também ameaçou processar Mbappé judicialmente, caso o jogador não se redima. Em uma das declarações que circularam nas redes, ela havia dito: “Não se meta com os paraguaios, Mbappé. Nós já mandamos o Ronaldinho para a cadeia”, em referência ao ex-jogador brasileiro Ronaldinho Gaúcho.

Após as críticas que recebeu pelos ataques, a senadora declarou ser vítima de violência de gênero. Ela também afirmou ter interpretado como ofensiva uma fala de Mbappé sobre colocar a mão na lama para vencer.

Carta pública e nova provocação

Nesta manhã (7), Amarilla publicou uma carta pública reiterando sua posição. Em trecho que circulou nas redes, a senadora disse que Mbappé “deveria lê-la, se souber ler”.

A investigação aberta pelo MP de Paris enquadra o caso como difamação pública agravada, modalidade do direito francês que prevê penas mais severas quando o crime é motivado por preconceito de origem, etnia, nacionalidade ou raça. O resultado do inquérito e o desfecho de eventual processo judicial ameaçado por Amarilla ainda não foram divulgados.

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