Trump diz que EUA deveriam controlar Estreito de Ormuz e Irã promete resistência

“Vamos protegê-lo e ser pagos por isso”, afirmou o presidente dos EUA sobre o Estreito de Ormuz

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Navios e petroleiros no Estreito de Ormuz, ao largo da costa de Musandam (Foto: REUTERS)

O controle do Estreito de Ormuz, uma das rotas mais vitais para o abastecimento global de petróleo, voltou a ser alvo de disputa entre os Estados Unidos e o Irã nesta segunda-feira (13/07).

O presidente dos EUA, Donald Trump, disse nesta segunda-feira que os EUA provavelmente assumirão o controle do Estreito de Ormuz e devem ser reembolsados por controlar essa via navegável vital. O Irã respondeu e afirmou que qualquer tentativa de controle do Estreito terá resistência.

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“Vamos manter o estreito e, provavelmente, vamos administrá-lo. Vamos nos tornar os guardiões do estreito. Talvez possamos chamá-lo de ‘anjo da guarda do estreito’. E deveríamos ser reembolsados por isso”, disse ele em uma entrevista por telefone no programa “Fox & Friends”, da Fox News.

O bloqueio efetivo do estreito pelo Irã elevou os preços da energia e aumentou as preocupações com a inflação em todo o mundo.

“Vamos protegê-lo. Vamos ser pagos para protegê-lo — muito dinheiro”, disse Trump. “Seremos reembolsados, porque as outras nações são muito ricas. Elas estão do nosso lado, e não se pode esperar que façamos isso de graça”, completou ele.

Depois de anunciar o fechamento da via navegável no sábado, após o que descreveu como uma passagem não autorizada, Teerã informou no domingo que a passagem continuava suspensa e que as autorizações seriam emitidas assim que a “estabilidade e a calma” fossem restauradas.

Resposta do Irã

Em resposta, o Irã afirmou que não vai permitir que os EUA intervenham na gestão do Estreito de Ormuz.

Segundo o comunicado divulgado nesta segunda-feira (13/07), qualquer tentativa de militares dos EUA de organizar o trânsito pelo estreito fora das rotas designadas por Teerã e sem coordenação com as Forças Armadas iranianas será fortemente resistida.

A Guarda Revolucionária do Irã afirmou também que a única maneira de restabelecer o tráfego regular de navios pelo estreito era pôr fim às intervenções militares dos EUA na via navegável, e alertou que “a interferência contínua poderia levar a incidentes mais graves no setor global de petróleo e gás”.

Escalada do conflito no fim de semana

Forças dos EUA e do Irã trocaram ataques intensos com mísseis e drones durante o fim de semana e até segunda-feira, com Teerã afirmando ter atacado instalações militares norte-americanas em todo o Golfo Pérsico e mantido o Estreito de Ormuz fechado, o que elevou os preços do petróleo.

Os últimos confrontos marcam uma forte escalada tanto no ritmo quanto no alcance geográfico dos ataques na última semana, colocando em dúvida um acordo provisório entre os EUA e o Irã, assinado no mês passado, para reabrir o estreito e suspender as hostilidades enquanto as partes buscavam mais 60 dias de negociações.

Leia mais: Irã diz ter atacado bases americanas em quatro países e eleva tensão com os EUA

Com informações da Reuters

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